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| ADRIANA LUNARDI |
Adriana
Lunardi (1964, Xaxim, Santa Catarina) é escritora,
além de editora e roteirista do programa de TV
Expedições. Publicou, em 1996, a reunião
de contos As meninas da Torre Helsinque. Com Vésperas
(2002), comprovou a originalidade apontada em sua estréia
ao criar personagens que vivenciam a morte ou o momento
da morte de escritoras como Clarice Lispector, Dorothy
Parker e Virginia Wolf. Em Corpo estranho (2006), sua
primeira incursão no romance, Adriana retoma
o tema através de duas personagens radicalmente
distintas que, à sua maneira, tecem reflexões
a respeito da efemeridade da vida.
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| Alessandro Baricco |
Alessandro
Baricco (1958, Turim, Itália) é um dos
mais importantes escritores italianos contemporâneos.
Formado em filosofia e música, escreveu peças
teatrais, ensaios e romances como Oceano mar (1993),
City (1999), Sem sangue (2002) e Esta história
(2005). Baricco tem carreira próspera no cinema:
A lenda do pianista do mar (1998), de Giuseppe Tornatore,
é baseado em seu monólogo Novecentos (1994),
e o romance Seda (1996) virou filme homônimo,
dirigido por François Girard. Este ano estréia
como diretor com o filme Lezione 21, do qual também
assina o roteiro. A formação em música
estimulou ainda uma parceria com a dupla francesa Air,
experiência que resultou no disco City Reading
(2003).
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| Ana Maria Machado |
Ganhadora do Prêmio Hans Christian Andersen (2001), considerado o Nobel da literatura infanto-juvenil, a jornalista e escritora Ana Maria Machado (Rio de Janeiro, 1941) é autora de mais de 100 títulos, alguns deles publicados em 17 países, somando mais de 18 milhões de exemplares vendidos. Formada em Letras, lecionou na UFRJ e PUC. Durante a ditadura militar, exilou-se em Paris, onde cursou pós-graduação com Roland Barthes. Trabalhou na revista Elle, em Paris, na BBC de Londres e em vários jornais e revistas brasileiros. Em 1979, fundou no Rio de Janeiro a Malasartes, primeira livraria brasileira dedicada exclusivamente a crianças e adolescentes. Também notabilizou-se pela sua produção de literatura para adultos, com o premiado A audácia dessa mulher (1999) e Texturas — sobre leituras e escritos (2001). Desde 2003, Ana Maria Machado ocupa a cadeira 1 da Academia Brasileira de Letras. |
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| Caco Barcellos |
Caco Barcellos
(1950, Porto Alegre) figura entre os maiores jornalistas
investigativos da atualidade no Brasil. Nascido na periferia
da capital gaúcha, iniciou a carreira como repórter
e passou por jornais e revistas de destaque até
entrar para a Rede Globo, emissora onde trabalha até
hoje. Recebeu mais de vinte prêmios por reportagens
especiais e documentários televisivos, a maioria
sobre violência e injustiça social. Seus
livros Rota 66 (1992) e Abusado (2003), que abordam
a violência policial em São Paulo e o tráfico
de drogas nos morros do Rio de Janeiro, suscitaram discussões
que ultrapassaram a esfera intelectual e ganharam as
ruas. Ambos receberam o Prêmio Jabuti.
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| Carlos Lyra |
Carlos Lyra
(1936, Rio de Janeiro) é um dos grandes nomes
da Bossa Nova. Em 1959, um ano após a gravação
de Chega de saudade, lançou Carlos Lyra –
Bossa Nova, disco que logo se tornaria um dos marcos
do movimento. Em parceria com Geraldo Vandré,
Ronaldo Bôscoli e Vinicius de Moraes, é
autor de músicas que marcaram época, como
“Se é tarde me perdoa”, “Você
e eu”, “Coisa mais linda”, “Minha
namorada”, entre outras. Lyra também compôs
a trilha sonora da peça Bonitinha, mas ordinária,
de Nelson Rodrigues, e é autor da autobiografia
Carlos Lyra, eu e a bossa (2008).
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| Cees Nooteboom |
Cees Nooteboom
(1933, Haia, Holanda) é o escritor contemporâneo
de maior destaque nos Países Baixos. Ensaísta,
poeta e expoente da literatura de viagem, tem cinco
obras publicadas no Brasil – os romances Rituais
(1980), A seguinte história (1991) e Dia de finados
(1998), além do livro de viagens Caminhos para
Santiago (1992) e de seu romance mais recente, Paraíso
perdido (2004). Comparado a Jorge Luis Borges e J. M.
Coetzee, cotado com freqüência para o Prêmio
Nobel, Nooteboom tece uma prosa rica em experimentos
lingüísticos, mas não abre mão
do relato de vivências extremas nem da exploração
da interioridade dos personagens.
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| Chimamanda Ngozi Adichie |
Chimamanda
Ngozi Adichie (1977, Abba, Nigéria) é
nome de proa da literatura africana. Aos dezenove anos
Adichie mudou-se para os Estados Unidos, onde foi bolsista
na Universidade de Princeton. Purple Hibiscus (2003)
e Half of a Yellow Sun (2006), pelo qual venceu o Orange
Prize de 2007, têm como tema a guerra em Biafra,
que entre 1967 e 1970 matou mais de 1 milhão
de pessoas. Crítica da forma como a imprensa
costuma tratar a África, Chimamanda mostra que
a insistência na imagem do africano despossuído
e carente esconde uma parcela expressiva e atuante da
população, cuja voz merece ser ouvida
com mais freqüência.
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| Cíntia Moscovich |
Em Por que
sou gorda, mamãe? (2006), Cíntia Moscovich
(1958, Porto Alegre) propõe uma espécie
de Carta ao pai, de Franz Kafka, porém menos
ressentida e triste que a do escritor tcheco. Acerto
de contas da personagem central com a mãe e com
o próprio corpo, o romance traz melancolia e
humor em doses equivalentes. É dessa forma que
a escritora – também jornalista, professora
e tradutora – parece lidar com os temas que aborda
em seus livros, entre eles o judaísmo e a condição
feminina. Cíntia é autora da reunião
de contos Arquitetura do arco-íris (2004, Prêmio
Jabuti e finalista do Prêmio Portugal Telecom)
e dos romances Duas iguais (1998) e Mais ou menos normal
(2008), entre outros.
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| Contardo Calligaris |
Contardo
Calligaris (1948, Milão, Itália) é
psicanalista, doutor em psicologia clínica e
ensaísta. Radicado no Brasil, vive entre São
Paulo e Nova York, onde já foi professor na Universidade
de Berkeley e na New School. Autor de diversos livros,
entre eles Crônicas do individualismo cotidiano
(1996), A adolescência (2000) e Cartas a um jovem
terapeuta (2004), Calligaris também assina uma
coluna no jornal Folha de S.Paulo, com a qual, nos últimos
anos, vem desempenhando papel de relevo como formador
de opinião a partir de reflexões sobre
cinema, choque cultural, relações amorosas,
política, violência e exclusão social.
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| David Sedaris |
David Sedaris
(1956, Binghamton, Estados Unidos) iniciou a carreira
em 1995 em programas humorísticos de rádio
e logo passou a escrever para revistas como Esquire
e New Yorker. A voz peculiar, as narrativas auto-irônicas
e formalmente impecáveis garantiram o sucesso
do comediante. Grande parte de sua obra se compõe
de contos autobiográficos, em que a infância
no interior dos Estados Unidos, a vida familiar e o
homossexualismo são tratados com sarcasmo e lirismo.
Seus principais livros são Pelado (1997), Eu
falar bonito um dia (2000) e De veludo cotelê
e jeans (2004), que lhe valeu o título de humorista
do ano pela Time Magazine. When You Are Engulfed on
Flames (2008) é sua mais recente publicação.
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| Elisabeth Roudinesco |
Ativa participante
da vida social e política de seu país,
Elisabeth Roudinesco (1944, Paris) defende o potencial
emancipador da psicanálise e relativiza o tratamento
individual, que considera conservador.
Também condena a cultura farmacológica
e defende o uso de medicamentos apenas como auxílio
no tratamento através da palavra. É autora
de mais de vinte livros, entre os quais os dois volumes
da História da psicanálise na França
(1994), o Dicionário de psicanálise (com
Michel Plon) (1997), o ensaio A família em desordem
(2002) e O paciente, o terapeuta e o Estado (2004),
entre outros.
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| Emilio Fraia |
Emilio Fraia
(1982, São Paulo), jornalista e escritor, é
repórter das revistas Trip e Piauí. Entre
1999 e 2003, editou a revista literária Givago,
um fanzine criado paradivulgar textos, ilustrações
e fotografias de novos artistas. Em parceria com a escritora
Vanessa Barbara escreveu O verão do Chibo (2008),
seu primeiro romance.
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| Fernando Vallejo |
Apesar de
ter nascido na Colômbia, foi no México,
país onde vive até hoje, que Fernando
Vallejo (1942, Medellín) desenvolveu sua carreira
cinematográfica e literária, após
ter seu primeiro filme censurado pelo governo militar.
A difícil experiência na Colômbia,
porém, marcaria para sempre sua obra, caracterizada
por um forte componente autobiográfico.
Temas como violência, drogas e política
dividem espaço com filosofia, gramática
e biologia. A virgem dos sicários (1994), seu
livro mais famoso, trata das conseqüências
do narcotráfico para a realidade social colombiana.
Em 2003, o romance El desabarrancadero (2001) recebeu
o Prêmio Rómulo Gallegos, um dos mais prestigiados
da literatura em língua espanhola.
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| Humberto Werneck |
Humberto
Werneck (1945, Belo Horizonte) é jornalista e
escritor. Ao longo de trinta anos de carreira, passou
por alguns dos principais veículos da imprensa
nacional e celebrizou-se pela qualidade da prosa jornalística
e pela apuração minuciosa. Entre suas
obras destacam-se O desatino da rapaziada (1992), retrato
da geração de jornalistas e escritores
mineiros da qual fizeram parte Otto Lara Resende, Paulo
Mendes Campos e Fernando Sabino, e a recém-lançada
biografia do músico e boêmio modernista
Jaime Ovalle. Werneck também assina a organização
de Minérios domados (1993), reunião da
poesia de Helio Pellegrino, a seleção
de crônicas Boa companhia (2005) e a reportagem
biográfica incluída em Tantas palavras
(2006), songbook de Chico Buarque.
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| Inês Pedrosa |
Inês
Pedrosa (1962, Coimbra) é escritora e jornalista.
Foi tradutora, diretora da revista Marie Claire de Portugal
entre 1993 e 1996, e atualmente é colunista do
semanal Expresso, um dos maiores jornais portugueses.
Feminista, já se manifestou a favor do direito
ao aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo,
além de ter sido porta-voz oficial da candidatura
à presidência do socialista Manuel Alegre
em 2005. No mesmo ano, Inês escreveu sua primeira
peça de teatro, Duas mulheres e uma cadela, baseada
em textos de dois de seus livros, Nas tuas mãos
(1997, vencedor do Prêmio Máximo de Literatura
de Portugal) e Fica comigo esta noite (2003).
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| Ingo Schulze |
Jornalista
e escritor, Ingo Schulze (1962, Dresden, Alemanha) é
um dos principais representantes do movimento Wenderoman,
identificado pela temática da unificação
alemã. Autor de veia irônica e sarcástica,
foi classificado como um dos “seis melhores jovens
romancistas da Europa” pela New Yorker e teve
um conto publicado pela revista Granta. Histórias
simples da Alemanha Ocidental (1998) reúne narrativas
que tematizam a relação da sociedade alemã
com a nova realidade do país, após a queda
do muro. Schulze também publicou a reunião
de contos 33 instantes de felicidade (1995) e o romance
Vidas novas (2005), entre outros.
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| João Gilberto Noll |
João
Gilberto Noll (1946, Porto Alegre) é dono de
uma das escritas mais provocantes e inovadoras da literatura
contemporânea brasileira. Escritor e jornalista,
Noll ganhou o Prêmio Jabuti com cinco de suas
obras, entre elas O cego e a dançarina (1981),
Harmada (1994) e A céu aberto (1997). A máquina
do ser (2006), seu último romance, recebeu o
Prêmio Bravo!Prime de melhor livro. Extremamente
visuais, suas obras flertaram com o cinema em diversas
ocasiões, caso do conto “Alguma coisa urgentemente”,
que virou o filme Nunca fomos tão felizes, de
Murilo Salles, vencedor do prêmio de melhor roteiro
do Festival de Gramado em 1984.
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| José Miguel Wisnik |
José
Miguel Wisnik (1948, São Vicente, São
Paulo) é músico, compositor, ensaísta
e professor de literatura brasileira na Universidade
de São Paulo. Seu livro mais recente, Veneno-remédio
(2008), é um alentado estudo sobre o futebol
no Brasil, que dá testemunho da amplitude de
temas por que passeia o autor. Entre seus livros mais
importantes destacam-se Coro dos contrários (1977),
O som e o sentido (1989) e Sem receita – Ensaios
e canções (2004). Wisnik também
compôs para teatro, cinema e dança, com
destaque para as trilhas sonoras do Teatro Oficina e
do Grupo Corpo.
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| Lorenzo Mammì |
Lorenzo
Mammì (1957, Roma) é crítico de
arte e doutor em filosofia pela usp, onde dá
aulas de filosofia medieval e durante treze anos lecionou
história da música. Radicado no Brasil
desde 1987, publicou dezenas de artigos e escreveu dois
livros: Volpi (2002), que combina pesquisa e crítica
sobre a produção do pintor Alfredo Volpi,
e Carlos Gomes (2001), uma análise minuciosa
das obras do compositor. Também organizou os
livros Carlito Carvalhosa (2000), Três canções
de Tom Jobim (2004) e as edições brasileiras
de Vida de Rossini (1995), de Stendhal, e de Clássico
anticlássico (1999), de Giulio Carlo Argan.
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| Lucrecia Martel |
Um dos grandes
nomes do cinema contemporâneo argentino, a roteirista
e diretora Lucrecia Martel (1966, Salta, Argentina)
estreou com o curta-metragem Rey muerto, em 1995. Em
seguida, os longas O pântano (2001) e A menina
santa (2004) a consagraram pela atmosfera sufocante,
a atenção particular aos efeitos sonoros
da narrativa e a câmera, sempre muito próxima
dos personagens. O pântano garantiu a Lucrecia
o prêmio de melhor direção no Festival
de Havana de 2001 e A menina santa foi indicado à
palma de ouro em Cannes em 2004.
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| Luiz Fernando Carvalho |
Luiz
Fernando Carvalho (1960, Rio de Janeiro, Brasil) é
cineasta e diretor de televisão. Seu longa-metragem
de estréia foi Lavoura arcaica (2001), baseado
na obra homônima de Raduan Nassar. O filme recebeu
mais de cinqüenta prêmios nacionais e internacionais.
Na televisão, dirigiu a minissérie Os
Maias, baseada na obra de Eça de Queirós.
Em 2005, criou e dirigiu as duas jornadas da microssérie
Hoje é dia de Maria, inspirada em contos da tradição
oral brasileira. Atualmente, Luiz Fernando Carvalho
realiza o projeto Quadrante, que estreou em junho de
2007 com a adaptação do romance A pedra
do reino, de Ariano Suassuna. O próximo Quadrante
é Capitu, uma adaptação do romance
Dom Casmurro, de Machado de Assis.
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| Marcelo Coelho |
Marcelo
Coelho (1959, São Paulo) é jornalista,
escritor de ficção e ensaísta.
É membro do conselho editorial da Folha de S.Paulo,
jornal em que assina uma coluna no caderno Ilustrada
desde 1990. Tempo médio (2007) reúne suas
melhores crônicas publicadas na Folha. Marcelo
escreveu dois livros de ficção, Noturno
(1992) e Jantando com Melvin (1998), e também
os volumes Montaigne (2001) e Crítica cultural:
Teoria e prática (2006), ambos publicados pela
Publifolha. Formado em ciências sociais e mestre
em sociologia, publicou ensaios em coletâneas
como Civilização e barbárie e A
crise da razão, organizadas por Adauto Novaes,
e lançou dois livros infantis, A professora de
desenho e outras histórias (1995) e Minhas férias
(1999).
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| Martín Kohan |
Martín
Kohan (1967, Buenos Aires, Argentina) é escritor,
crítico literário e professor de Teoria
literária nas universidades de Buenos Aires e
da Patagônia. Autor de dois livros de contos,
três de
ensaio e sete romances, entre eles Los cautivos (2000),
Duas vezes junho (2002), Segundos afuera (2005), Museo
de la revolución (2006) e Ciencias morales (2007),
vencedor do prêmio Herralde. Em seus romances,
Kohan enfoca as formas diluídas e indiretas do
controle social: a partir do dia-a-dia de um colégio
portenho ou da Copa de 1978, constrói um quadro
de muitos matizes sobre a ditadura argentina e seu significado
para a história recente do país.
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| Michel Laub |
Michel
Laub (1973, Porto Alegre) formou-se em direito, mas
abandonou a profissão após um ano para
ser escritor e jornalista. Atualmente afastado do mercado
editorial – já foi editor-chefe e diretor
de redação da revista Bravo! – Michel
é coordenador de publicações e
cursos do Instituto Moreira Salles, edita um blog em
que escreve sobre cinema, literatura e música
e dedica-se ao trabalho como escritor. Seus três
romances publicados – Música anterior (2001),
Longe da água (2004) e O segundo tempo (2006)
– são todos ambientados num universo tipicamente
turbulento, o da adolescência, em que figuram
temas como a passagem para a vida adulta e os conflitos
familiares.
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| Misha Glenny |
Misha
Glenny (1958, Londres, Inglaterra) é jornalista
especializado em Europa Central e Oriental. A cobertura
que fez da queda do comunismo deu origem a The Rebirth
of History: Eastern Europe in The Age of Democracy (1990),
seu primeiro livro. Correspondente da bbc na Europa
Central, acompanhou de perto a crise da Iugoslávia,
experiência que serviu de base para The Fall of
Yugoslavia: The Third Balkan War. O livro, publicado
em 1992, é considerado a mais abrangente obra
já escrita sobre a região. O esforço
de apuração, aliado à capacidade
analítica, tornou os livros de Glenny referência
constante para o estudo das relações internacionais.
Sua última publicação, McMáfia
(2008), é uma extensa investigação
sobre o crime organizado internacional. |
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| Modesto Carone |
Modesto
Carone (1937, Sorocaba, São Paulo) é crítico,
escritor e o maior especialista brasileiro em Franz
Kafka. Recentemente concluiu a tarefa de traduzir toda
a obra do escritor tcheco a partir dos originais em
alemão. Carone lecionou literatura na Universidade
Estadual de Campinas (unicamp), na Universidade de São
Paulo (usp) e na Universidade de Viena (Áustria).
O universo kafkiano é influência evidente
em seu trabalho como escritor, que inclui os livros
de contos As marcas do real (1979) e Resumo de Ana (1998),
ambos vencedores do Prêmio Jabuti, além
de Aos pés de Matilda (1980), Dias melhores (1984),
Por trás dos vidros (2007) e os ensaios Metáfora
e montagem (1974) e A poética do silêncio
(1979). |
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| Nathan Englander |
Nathan
Englander (1970, Long Island, Estados Unidos) está
na lista dos “20 escritores para o século
21” da New Yorker e teve seu conto “Devotion”
selecionado para figurar na antologia de 2007 da revista
Granta. Pertencente à comunidade judaica ortodoxa,
faz do questionamento sobre a identidade religiosa um
de seus temas diletos, o que lhe garantiu comparações
com escritores como Philip Roth e Isaac Bashevis Singer.
Após lançar a reunião de contos
Para alívio dos impulsos insuportáveis,
que venceu o Prêmio pen/Malamud de 2000, o autor
publicou no ano passado seu primeiro romance, The Ministry
of Special Cases, que conta a história de uma
família judia durante a ditadura militar na Argentina. |
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| Neil Gaiman |
Ao
valer-se de referências à mitologia, à
psicologia e outros temas pouco afeitos ao universo
adolescente, Neil Gaiman (1960, Portchester, Inglaterra)
foi um dos responsáveis por alçar os quadrinhos
à recente posição de prestígio
no universo literário. Sandman (1989), sua graphic
novel mais conhecida, foi chamada por Norman Mailer
de “quadrinhos para intelectuais” e rendeu
boa parte dos treze prêmios Eisner conquistados
por Gaiman. O autor é também roteirista
de cinema e de séries televisivas, além
de escritor. Entre seus romances, destacam-se Deuses
americanos (2001) e Stardust (1998), este último
adaptado para o cinema em 2007 em filme homônimo
estrelado por Robert De Niro. |
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| Pepetela |
Pepetela
(1941, Benguela, Angola), nascido Artur Carlos Maurício
Pestana dos Santos, é o mais jovem escritor a
receber o Prêmio Camões, condecoração
máxima da literatura de língua portuguesa.
Famoso pela militância política, o sociólogo,
escritor e professor foi guerrilheiro, representante
do Movimento Popular de Libertação de
Angola (mpla) e vice-ministro da Educação
em 1975, ano da Independência do país.
Sua obra, central para a compreensão da literatura
em língua portuguesa produzida fora do Brasil,
constitui uma profunda análise do país
a partir da temática da formação
da nação, e inclui livros como Mayombe
(1980), A geração da utopia (1992) e Parábola
do cágado velho (1997). Seus livros mais recentes
são Predadores (2005) e O quase fim do mundo
(2008). |
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| Pierre Bayard |
Pierre
Bayard (1954, Paris, França) é escritor
e professor de literatura francesa. No recente Como
falar dos livros que não lemos? (2007), gerou
polêmica ao questionar a importância da
literatura e discutir em que medida é fundamental
ler as obras ditas obrigatórias. Para Bayard,
o verdadeiro letrado não é quem leu de
tudo, mas quem reconhece o valor de determinada obra
para a cultura que o cerca. Como falar dos livros que
não lemos? confirma a verve iconoclasta de Bayard,
presente também em obras anteriores, como Comment
améliorer les oeuvres ratées (2000) e
Enquête sur Hamlet (2002). |
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| Richard Price |
Richard
Price (1949, Nova York) é escritor e roteirista.
The Wanderes (1974), seu primeiro romance, baseado na
infância no Bronx, foi adaptado e dirigido por
Philip Kaufman, de A insustentável leveza do
ser (1988). Desde então, escreveu roteiros para
filmes como O preço da coragem (1996) e a série
televisiva A escuta (2004). Teve parceria bem-sucedida
com o diretor Martin Scorsese em duas ocasiões:
no longa A cor do dinheiro (1986) e no videoclipe Bad
(1995), de Michael Jackson, dos quais assinou o roteiro.
Um de seus romances mais conhecidos é Clockers
(1992), que virou filme do diretor Spike Lee e foi indicado
ao Oscar. |
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| Roberto Da Matta |
Roberto
Da Matta (1936, Niterói, Rio de Janeiro) foi
professor do Museu Nacional da Universidade Federal
do Rio de Janeiro, onde dirigiu o programa de pósgraduação
em antropologia social. Mestre e doutor pela Universidade
de Harvard, também chefiou o departamento de
antropologia e foi professor de antropologia da Universidade
de Notre Dame (eua). Em 1995, começou a escrever
crônicas para o Jornal da Tarde, de São
Paulo, e a partir de 2001 passou a colaborar com o jornal
O Estado de S.Paulo. É autor de Carnavais, malandros
e heróis, A casa & a rua: Espaço,
cidadania, mulher e morte no Brasil, Universo do Carnaval:
Imagens e reflexões, O que faz o brasil, Brasil?,
Relativizando: Uma introdução à
antropologia social, Torre de Babel: Ensaios, crônicas,
críticas, interpretações e fantasias,
Explorações: Ensaios de sociologia. |
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| Roberto Schwarz |
Um
dos grandes críticos literários do Brasil,
Roberto Schwarz nasceu em Viena, na Áustria,
em 1938. Estudou ciências sociais e letras nas
universidades de São Paulo, Yale e Paris. Ensinou
teoria literária na Universidade de São
Paulo e na Universidade Estadual de Campinas. Uma das
vozes mais incisivas do ensaísmo brasileiro,
escreveu duas obras clássicas sobre Machado de
Assis: Ao vencedor as batatas (1977) e Um mestre na
periferia do capitalismo (1990). Outros ensaios seus
estão reunidos em A sereia e o desconfiado (1965),
O pai de família (1978), Que horas são?
(1989), Duas meninas (1997) e eqüências brasileiras
(1999). |
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| Rodrigo Naves |
Rodrigo
Naves (1955, São Paulo) é crítico
de arte, professor e escritor. Um dos pioneiros no debate
sobre artes plásticas no Brasil, firmou-se como
uma das vozes mais consistentes da crítica cultural
no país. Publicou diversas monografias sobre
artistas plásticos, como Amílcar de Castro
(1997), Nelson Félix (1998), Goeldi (1999) e
Carlito Carvalhosa (2000), além de Forma difícil
(1997), série de ensaios sobre arte brasileira
que se tornou marco nos estudos do gênero. Em
1998, estreou na ficção com O filantropo,
coleção de pequenos contos interligados,
e desde então sua produção ficcional
tem sido publicada em revistas como Ácaro e Piauí,
entre outras. O recente O vento e o moinho (2007) reúne
ensaios seus sobre artes plásticas. |
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| Sergio Paulo Rouanet |
Personalidade
de destaque no meio cultural e político brasileiro,
Sergio Paulo Rouanet (1934, Rio de Janeiro) é
ensaísta, filósofo, antropólogo
e tradutor. Foi responsável pela criação
da lei de incentivo fiscal à cultura, a chamada
Lei Rouanet, e é membro da Academia Brasileira
de Letras desde 1992. Destaca-se também como
o tradutor brasileiro das obras do filósofo alemão
Walter Benjamin, trabalho pelo qual lhe foi concedida
a medalha Goethe. De suas obras, destacam-se Imaginário
e dominação (1978), Teoria crítica
e psicanálise (1983), Édipo e o anjo –
Itinerários freudianos em Walter Benjamin (1983),
Da cultura global à universal (2003) e Riso e
melancolia (2007), sobre Machado de Assis. |
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| Tom Stoppard |
O
dramaturgo inglês Tom Stoppard (1937, Zlín,
República Tcheca) consagrou de tal forma seu
estilo que se tornou adjetivo: stoppardian é
o termo usado para classificar autores e peças
que utilizam a via do humor para dialogar com conceitos
filosóficos. Em 1966 estreou nos teatros com
Rosencrantz e Guildenstern estão mortos, em que
a saga de Hamlet é recontada a partir da perspectiva
de personagens secundários na trama original.
Autor de mais de vinte peças e roteiros de cinema,
é famoso pela criação de diálogos
cheios de ironia e sarcasmo, potencializados pelo uso
de duplos sentidos, trocadilhos e múltiplos pontos
de vista. |
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| Vanessa Bárbara |
Vanessa
Barbara (1982, São Paulo), jornalista e escritora,
é editora do almanaque virtual A Hortaliça
e colaboradora da revista Piauí. Nos moldes do
“novo jornalismo”, que se baseia em técnicas
literárias para narrar fatos reais, escreveu
o recente O livro amarelo do terminal (2008), livroreportagem
sobre o Terminal Rodoviário Tietê. Ao lado
do parceiro e escritor Emilio Fraia, é autora
da novela O verão do Chibo (2008). |
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| Vitor Ramil |
Vitor
Ramil (1966, Pelotas, Rio Grande do Sul) se divide entre
música, teatro e literatura. Após a estréia
aos dezoito anos com Estrela estrela (1981), o artista
lançou sete discos, entre eles o experimental
A paixão de V segundo ele próprio (1984)
e Ramilonga (1997), que traz os primeiros conceitos
da Estética do frio. Espécie de teoria
sociológica desenvolvida pelo autor sobre a identidade
sulista e seu isolamento em relação ao
Brasil, a tese viraria livro em 2004. Também
lançou Pequod (1999) e Satolep (2008), livro
que dialoga com o disco Satolep sambatown (2007). |
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| Xica Sá |
Xico
Sá (1963, Crato, Ceará), jornalista e
escritor, cresceu no Recife e hoje vive em São
Paulo. É colunista da Folha de S.Paulo e escreve
para as revistas Trip e tpm, entre outras. Também
é colaborador da banda Mundo Livre s/a, uma das
fundadoras do movimento Manguebeat. Boêmio convicto,
Xico Sá é dono de um estilo cáustico
e bem-humorado, que pode ser observado nas crônicas
de seu blog, O carapuceiro. É autor de Modos
de macho e modinhas de fêmea (2003), Nova geografia
da fome (2003, em parceria com o fotógrafo U.
Dettmar) e A divina comédia da fama (2004). Foi
co-roteirista do filme Deserto feliz (2007), de Paulo
Caldas. |
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| Zoë Heller |
Zoë
Heller (1965, Londres) é escritora e jornalista.
Colaboradora do jornal inglês Daily Telegraph
e das revistas London Review of Books e New Yorker,
escreveu o romance Everything You Know (1999) e foi
finalista do Booker Prize de 2003 com Anotações
sobre um escândalo. O livro, que aborda a história
do relacionamento entre uma professora e seu aluno de
quinze anos, deu origem ao filme Notas sobre um escândalo,
de 2006, estrelado por Judi Dench e Cate Blanchett.
Seu livro mais recente é The Believers (2008),
sobre o dia-a-dia de uma família nova-iorquina.
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| FONTE: www.flip.org.br
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