Treze de setembro é o dia da cachaça.

Um produto tão importante no decorrer da história de Paraty que resolvemos trazer aqui um pouco mais de informações sobre a Cachaça.

Fabricação da cachaça. Foto de barril de cachaça. História da cachaça de Paraty.
A pinga, ou aguardente, ou cachaça, como é chamada atualmente, tem uma importância socioeconômica muito grande para o Brasil, e está relacionada ao período de colonização portuguesa.

Mas ao contrário do que se pensa, não foi no Brasil que começou a história da AGUARDENTE. Existem registros sobre a fermentação e destilação da “água ardente” e da “água da vida” em relatos de povos antigos, como egípcios e gregos, que associavam a bebida a propriedades medicinais e místicas.

Os árabes foram os inventores dos equipamentos para destilação semelhantes aos que conhecemos hoje; até hoje são responsáveis pela fabricação da ARAK, uma aguardente misturada com licores de anis. A tecnologia de destilação se espalha pelo velho e novo mundos e cada país começa a destilar bebidas de cereais de suas regiões. Assim:
– Na Itália fabrica-se a GRAPPA – um destilado de uva
– Na Alemanha, o KIRSCH, destilado de cereja
– Na antiga Tchecoslovaquia, a destilação da sieva (tipo de ameixa) fabrica a SIEVOVICE
– Na Escócia, a destilação da cevada sacarificada gera o WHISKY
– Na Rússia, o centeio gera a VODCA
– O SAQUÊ, produzido no Japão e China são fabricados a partir do arroz
– No México, temos a produção de TEQUILA a partir do agave-azul
– Portugal, produz a BAGACEIRA a partir da uva
– No Brasil, a cana-de-açúcar nos dá a CACHAÇA

Cachaça em Paraty

No começo da colonização do Brasil, a partir de 1530, a produção açucareira apareceu como primeiro grande empreendimento de exploração. Afinal, os portugueses já dominavam o processo de plantio e processamento da cana.

Plantação de cana de açúcar. História da cachaça de Paraty.
No processo de fabricação do açúcar, os escravos realizavam a colheita da cana e, após ser feito o esmagamento dos caules, cozinhavam o caldo em enormes tachos até se transformarem em melado. Nesse processo de cozimento, era fabricado um caldo mais grosso, chamado de cagaça, que era comumente servido junto com as sobras da cana para os animais.
Inicialmente, a pinga aparecia descrita em alguns relatos do século XVI como uma espécie de “vinho de cana” somente consumida pelos escravos e nativos. Entretanto, na medida em que a popularização da bebida se dava, os colonizadores começaram a substituir as caras bebidas importadas da Europa pelo consumo da popular e acessível cachaça. Atualmente, essa bebida destilada é exportada para vários lugares do mundo.
Fabricação da cachaça. História da cachaça. Foto de caipirinha
Em Paraty, a cachaça teve grande importância econômica devido aos engenhos de cana-de-açúcar (chegou a ter mais de 250), sendo considerada sinônimo de boa aguardente. A pinga produzida em Paraty fez tanta fama pela sua qualidade, segundo Monsenhor Pizarro e outros historiadores, que custava mais caro que todas as demais comercializadas no país; e sua importância sócio-econômica foi tão grande desde 1700 que acabou tendo seu próprio nome (Paraty) como sinônimo de aguardente até meados do século XX – todos pediam uma dose de paraty quando desejavam uma simples aguardente!
Dos mais de 100 alambiques de aguardente que funcionaram no município a partir de meados de 1700, a cidade conta hoje apenas com 7.

 

Fabricação da cachaça. História da cachaça de Paraty. Selo de indicação geográfica

 

De tão importante para a economia da região, e mantendo os altos padrões de qualidade, a cachaça de Paraty recebeu o selo de Indicação Geográfica – IG – um instituto jurídico, previsto na nossa Lei da Propriedade Industrial, de 1996, que visa reconhecer e proteger o nome geográfico de pais, região ou localidade, que identifique algum produto ou serviço típico.

Bacana, né!?

 

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