Prefeito Casé em entrevista para Paraty.com.br
Prefeito Casé em entrevista para Paraty.com.br

Realizada em 05/12/2013 no gabinete do Prefeito por Claudia Ferraz, para o site Paraty.com.br. 

Abrindo a área de entrevistas mensais no blog do  paraty.com.br, uma conversa sem pressa com o prefeito de Paraty, Carlos José Gama Miranda, o Casé. Aos 43 anos, jovem,  determinado e  “um pouco mais gordo pelo excesso de trabalho”, ele é um apaixonado confesso por sua cidade natal. Aqui ele fala dos desafios a enfrentar, lembra dificuldades do seu início de gestão e revela que termina o ano confiante de que 2014 será um tempo de realizações importantes para fazer de Paraty uma cidade ainda mais encantadora e com melhor qualidade de vida.

Casé começa a entrevista fazendo um balanço de seu primeiro ano de governo, destacando o importante projeto de saneamento básico para a cidade

CASÉ
Já está em curso um dos processos que mais vão beneficiar a cidade, o do saneamento básico, um projeto muito amplo, obra que Paraty anseia há anos. A viabilidade é graças a uma parceria público- privada patrocinada. Por esse processo da PPP conseguimos levantar recursos do Governo do Estado do Rio de Janeiro, fizemos parceria com a Eletronuclear, há dinheiro do município e da empresa vencedora. São quatro fontes de financiamento e estamos seguros por dar uma obra dessa importância a uma empresa forte, com experiências bem-sucedidas em cidades como Niterói, Manaus, Petrópolis, Teresópolis. Trata-se da grande obra no nosso município. Especialmente porque Paraty vive do turismo e a questão do saneamento básico afeta diretamente todas as atividades ligadas ao setor. Sem contar que nosso maior problema hoje, como em grande parte do Brasil, é a Saúde da população. E Saúde está diretamente ligada à água que você bebe, ao solo, à questão dos rios poluídos pelo esgoto… O saneamento básico de Paraty vai tratar a água, vai garantir, finalmente, água tratada saindo da torneira em todas as casas.

Como será na prática a implantação desse projeto? Há previsão de um cronograma?  


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O objetivo é assegurar um salto na qualidade de vida de todo o município, a meta é universalizar, atingir 100% dos moradores de todos os bairros. Da Ponte Branca e Corisco no sentido cidade, a previsão é que a obra se complete em oito anos. Mas já está montado um cronograma, o primeiro bairro a ser tratado será o da Mangueira; o segundo, a Ilha das Cobras; o terceiro será a Patitiba; depois o Centro Histórico, a  Chácara… O desenho da entrega da obra é o de uma ferradura. Porque nos dois extremos há os rios Perequê-Açu e o Mateus Nunes. Depois do tratamento das ligações dos bairros da Mangueira e Ilha, a previsão é que, já em três meses, o rio Mateus Nunes passe a ser transparente, deixando de receber os dejetos e tendo a própria natureza se encarregando de limpar seu curso. O mesmo processo vai acontecer com o  Perequê-Açu. Eu digo sem exagero: em todas as casas de Paraty será possível beber água da torneira e já não será um sonho poder nadar de novo no Perequê-Açu, como eu fazia quando era menino. Há mais de vinte anos se fala na cidade sobre essa desejada rede de esgotos. Como paratiense e mais ainda como prefeito, tenho vergonha de sentir o mau-cheiro nas ruas de Paraty. Mas vamos começar bem 2014: as obras de saneamento básico começam em janeiro, temos todos os contratos assinados.

Parece, então, que a cidade vai entrar numa fase de realizações…

CASÉ
A gente não nega ter passado um primeiro período de muitas dificuldades. Entrei numa Prefeitura que administrou a cidade de maneira não muito eficiente, sem muitas preocupações, não tínhamos uma administração que pensasse para fora. Paraty, entretanto, é uma cidade com uma visibilidade fantástica, não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Os recursos que tínhamos até agora, da própria arrecadação do município e dos royalties do petróleo, não eram suficientes para a realização de grandes obras tão necessárias para corresponder a essa visibilidade forte, que gera nosso fluxo de turismo, e também à demanda dos moradores – obras como o saneamento, o Centro de Convenções que será erguido na Jabaquara – um projeto que já está assinado com o Governo do Estado – e também a eletrificação da zona costeira, essa que considero uma grande obra social. A gente priorizou muito essas grandes obras. Essa reestruturação precisava ser feita, do contrário ficaríamos por quatro anos tapando buraco e fazendo politicagem. E não é essa minha intenção. Paraty merece um governo direcionado para a infraestrutura. Quero sair da Prefeitura deixando coisas boas para o próximo prefeito dar continuidade.

Voltando ao projeto de eletrificação, vai chegar luz nas comunidades costeiras, é isso?

CASÉ
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Sim, vamos colocar luz para mais de 1.500 moradores nas localidades da Ponta Grossa, Mamanguá, Calhaus e Cajaíba. A chegada de luz vai mudar a vida desses caiçaras! Para nós, que temos luz em casa, não dá nem para se ter ideia do que é viver sem rede elétrica. E essa obra de largo alcance social já começou, está prevista para terminar em um ano, inclusive dando 120 empregos para paratienses, porque fizemos um acordo com a empresa vencedora de colocar o morador local pra fazer a trilha, levantar os postes, etc. Serão postes especiais, feitos em fibra de coco, mais leves para serem carregados nas trilhas. E a proposta é que a rede seja devidamente isolada, para não interferir na natureza. Todos esses problemas foram identificados ao longo desse primeiro ano de governo. Estamos trabalhando duro no sentido de criar as soluções, mas sem mascarar, para que o próximo governo seja capaz de dar continuidade às realizações. Volto a falar da importância dessa obra de eletrificação, por ela viabilizar a criação de empregos. Porque o município de Paraty é carente de formação técnica. Os moradores, os jovens têm dificuldade de formação.

Existe mais alguma ação específica nesse sentido, voltada para o ensino profissionalizante?

CASÉ
Criamos na Prefeitura um Balcão de Empregos, que vem sendo consultado pelas empresas envolvidas nas grandes obras. Para o ensino técnico a gente busca parcerias. Hoje a Prefeitura já colocou à disposição 200 vagas do Pronatec – Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego, do Governo Federal. As vagas foram rapidamente preenchidas e há muita gente querendo… Eu nem esperava tanta adesão! São cursos profissionalizantes, que acontecem no período noturno, na Escola Pequenina Calixto, voltados ao Turismo: recepção, guia, línguas, etc, administrados pelo Senac e com verba do governo federal, que inclui bolsa de estudo para os participantes – um recurso de cerca de 220 reais por mês. Isso nunca aconteceu em Paraty. Também estou buscando uma parceria para fazer uma escola do Senac na cidade. A conversa está animadora, mas por enquanto não temos confirmação de nada para o próximo ano nesse sentido.

Falando em Educação, o que já foi feito de efetivo nesse primeiro ano de governo?

CASÉ
Implantamos o primeiro projeto piloto de uma escola em período integral ali na Barra Grande. Os 400 alunos seguem, na parte da manhã, o currículo normal, e à tarde têm aulas de violão, esporte, teatro, leitura, etc. Essa é uma ideia que o Darcy Ribeiro teve lá atrás, na implantação dos Cieps. Nossa meta para 2014 é garantir período integral em pelo menos mais uma escola, sendo que na minha gestão pretendo estender o programa para as três maiores escolas do município. Se a gente conseguir isso, tenho certeza, vamos mudar a história de Paraty, porque estaremos de fato tirando as crianças da rua. Para o ano que vem temos previsão de três creches, duas do programa Brasil Carinhoso, voltadas para crianças a partir de seis meses de idade, e uma creche municipal. Com isso, estaremos dando também mais dignidade à mulher, abrindo condições para que ela seja ativa no mercado de trabalho

Houve melhoras na Saúde em Paraty?


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Saúde é um grande desafio no mundo inteiro, até o Obama passa por questões sérias nessa área… Foi onde encontramos mais problemas, pegamos um primeiro de janeiro sem remédios, sem médicos, uma turma muito desmotivada. Fizemos algumas ações que deram certo, outras que não deram ainda tão certo. Mas priorizamos o atendimento, pois a maior falta era de médicos. Uma parceria com Praia Brava viabilizou algum avanço. Hoje Paraty tem ortopedista e pediatra todos os dias. Isso não existia, não só porque os salários não eram tão bons, mas também porque os profissionais não se sentiam seguros com a administração anterior. Para 2014, o projeto é de reformulação dos nossos objetivos. Nossas ações serão voltadas especialmente para a Atenção Básica, do programa Saúde da Família, que tem foco na prevenção. Hoje temos 8 postos de Saúde da Família autorizados pelo SUS e 16 subpostos, que garante visitas.

Outra questão grave no dia a dia da cidade, Prefeito, é a violência. Como está sendo encarada essa realidade?

CASÉ
foto5Violência é um reflexo de tudo, é a falta de creche, de escola, de emprego, a falta de um sonho, de perspectivas de futuro. Temos clareza de que a violência vem da juventude, que sofre diretamente a influência do tráfico. E o tráfico é uma realidade. A gente cobra muito ações do Estado, enquanto tentamos fazer a nossa parte. O número da Guarda Municipal foi dobrado, mas ela não supre as necessidades, porque sua função é tomar conta dos bens públicos. A Guarda Municipal  não tem arma nem poder de prisão. É mais a questão da presença. Nesse sentido, aumentamos o efetivo, a vigília, a ronda na cidade, mas temos limitações. Cobrando do secretário de Segurança, a Polícia Civil já dá provas de mais atuação. Hoje o delegado está muito presente na cidade, o que se reflete, nos últimos seis meses, no número dobrado de apreensões ligadas ao tráfico, ao porte de armas e a assassinatos. Para a Polícia Militar ainda faltam efetivos, faltam carros, mas se trata da política do Governo do Estado. Daqui nossa cobrança é incansável. E aguardamos que a cidade se beneficie com câmeras de monitoramento, porque, como já se sabe, Paraty foi contemplada pelo programa Cidades Digitais do Governo Federal, que viabiliza uma rede de fibra ótica interligando todos os prédios públicos. Com isso, vamos colocar em alguns desses pontos câmeras de monitoramento, implantando para isso um departamento na  infraestrutura da Guarda Municipal, com a participação da PM, da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros. Com essa medida, eu acredito, deverá diminuir a violência nos lugares monitorados, pelo menos por inibição. Mas sabemos que ainda não basta. A gente vê a garotada, hoje, sofrendo os efeitos da desestruturação da família, da falta de valores… Atualmente, o super-herói de um jovem de 15 anos é o traficante do bairro… Esse problema é enorme na nossa sociedade, tem raízes na falta do pai, na convivência com uma mãe fragilizada… Toda essa realidade é muito complicada, é uma luta injusta, que estamos tentando reverter com programas no esporte, na educação, na promoção social.

Prefeito Casé, e sobre a Paraty-Cunha? Parece que dessa vez é para valer…

CASÉ
É, a Paraty-Cunha está saindo, sim, ninguém acreditava que um dia isso fosse acontecer, foram anos e anos de especulação, agora foi viabilizado. Fizemos um acordo com os órgãos ambientais, o governo do Estado, o governo Federal, pra se fazer uma estrada-parque. Entendemos que essa estrada não pode ser uma via expressa, não é essa nossa intenção. A gente quer que seja mais uma opção para trazer pessoas. Não tem que existir esse estigma de que a estrada vai salvar Paraty ou vai matar Paraty. Nada disso. Porque ninguém vai deixar de vir a Paraty por causa da Paraty-Cunha e ninguém virá por causa da Paraty-Cunha. A estrada, como está sendo proposta, pode se tornar um grande atrativo turístico, será uma estrada-parque, com fechamento noturno, não será asfalto, será bloquete, os trechos originais do Caminho do Ouro serão preservados para observação, com a estrada passando ao lado. Fora isso, haverá quatro mirantes,  uma sede do Parque Nacional e um local de exposição de registros da Mata Atlântica. Tenho certeza de que para o turista será mais uma opção de passeio aqui em Paraty, até mesmo para quem vem do Rio de Janeiro, porque será um bom programa dar uma subidinha para curtir a estrada-parque, ver a cidade lá de cima. As obras terminam em setembro de 2014 e a previsão é inaugurar com um rally de carros antigos.

Veja o Prefeito Casé falando sobre a Estrada Paraty-Cunha:

O turismo, por um lado, é vital para Paraty. Por outro, altera o sossego, aquela calmaria gostosa do Centro Histórico… Como equilibrar esses dois lados da moeda, com a previsão de aumento do fluxo de turistas?

CASÉ
A gente vive do turismo. Como paratienses, como moradores, a gente pode até reclamar que a cidade tem ficado muito cheia. É mais gostoso, mais romântico quando a cidade está tranquila, pacata, mas temos que puxar para a realidade. Os dois lados existem. Se só tivermos a cidade tranquila, Paraty não se sustenta. Hoje, 90% da geração de empregos vem do turismo. Nossa ação é no sentido de incentivar e atrair para a cidade um turismo de qualidade. O que buscamos desde o primeiro dia do governo é conquistar esse turista, aprimorar a oferta, para contar com um turista qualificado. O comerciante de Paraty não tem podido reclamar, estão todos sorrindo, de bolso cheio. Eu mesmo tenho comércios voltados para o turismo e sei como está. Requalificamos, por exemplo, o Festival da Cachaça, que era uma grande bagunça, um porre generalizado. Na ocasião eu fui muito criticado por ter anunciado quase quinze dias antes a blitz da Lei Seca na cidade. Foram na verdade três blitz e durante o festival também proibimos a venda de garrafa depois das 22 horas. Outra coisa, acabei com grandes shows. No lugar de celebridades colocamos o folclore, o artesanato, a cultura de Paraty, criamos o espaço gastronômico e a imagem do festival já é outra. Uma pesquisa entre os turistas mostrou resultados muito positivos, alguns índices, como infraestrutura da festa, atingiram 94% de aprovação. A gente acredita que essa reformulação já demonstra um direcionamento de qualidade. Por isso investimos em trazer o Festival Mimo, o Festival de Jazz que, inclusive, ganhou mais um dia e se ampliou com o palco ali na Santa Rita, o Festival de Música Latina, que já está direcionado para acontecer com mais força. Queremos, então, dar mais visibilidade a eventos como esses, altamente qualificados, como o rally de carros antigos previsto na abertura da Paraty-Cunha, que certamente vai mobilizar pessoas de certo poder aquisitivo. Acreditamos que a cidade não pode ficar vazia, embora os românticos fiquem um pouco tristes, mas o turismo é a vida da cidade. E Paraty precisa comportar todo esse fluxo, precisa ter esgoto, infraestrutura que comporte essa vinda de pessoas. Já não é mais possível que a cidade, que é turística na sua essência, acabe prejudicada como acontece ainda hoje nas temporadas, quando falta água, não tem saneamento, não tem onde estacionar…Nossa busca é a do equilíbrio e da sustentabilidade, uma palavra bonita de se falar, mas difícil de fazer, de implantar… Mas o esforço está sendo grande. Tanto que temos a previsão de lançar o calendário turístico de Paraty para 2014 agora em dezembro. É a primeira vez que sai com tanta antecedência.

NOTA DO EDITOR: O calendário de 2014 foi publicado pela Prefeitura no dia 10/12, 5 dias após a entrevista.

Veja o Prefeito Casé falando sobre o Festival da Cachaça de Paraty: 

 

Prefeito Casé, vamos ter água nessa temporada?

CASÉ
Começamos em 1º de janeiro de 2013 com um boicote da água. Foram três dias para resolver o problema. No carnaval já não faltou, prova de que conseguimos viabilizar. A cidade está crescendo muito, pousadas e pousadas abrindo, lojas e lojas, o mesmo problema da luz, pelo aumento do consumo. Antes um bairro com vinte casas, hoje tem cem, e muitas dessas casas são comércio; há dez anos, quantas casas tinham ar condicionado? Diferente de hoje. A demanda está crescendo muito e que bom, porque as pessoas têm que ter acesso ao conforto. Mas em termos de infraestrutura, faltou acompanhamento desse crescimento da cidade. Houve um investimento em água lá atrás, em 1970. Agora, o projeto PPP de saneamento vai ligar a rede do Corisco, o que vai dobrar a capacidade de água na cidade, criar mais uma fonte de fornecimento. Para o meio do ano de 2014 já está prevista essa duplicação, que vai representar um ganho de anos para Paraty. Quanto a essa temporada de janeiro, estou confiante de que não teremos falta de água na cidade.

Veja o Prefeito Casé falando sobre o fornecimento de água e luz na próxima temporada:

 

Qual é a Paraty que um paratiense autêntico, como o Prefeito, recomenda para o turista?

CASÉ
Ah, é uma Paraty que o turista tem muita dificuldade em acessar… São cachoeiras que não estão no mapa, é participar da Festa do Divino em seus momentos de grande religiosidade, é uma Paraty onde se conhece pessoas, se conversa em alguns botecos que o turista não teria coragem de entrar… É jogar um dominó, uma porrinhazinha (jogo de palitos), ir a praias de acesso não tão fácil… Essa Paraty é muito simples, verdadeira, não tem nada de sofisticado. Tem gente que não acredita, mas há lugares que ninguém conhece… São sítios, pessoas, sempre gostei de conversar com gente de idade. Desde muito novo eu aprendi a tocar na banda e meus amigos, então, eram bem mais velhos, como o maestro Potinho, um fenômeno musical, compôs dobrado, chorinho…Uma conversa debaixo do pé do jambo na Praça da Matriz… O turista que vê isso passando por ali não vai ter ideia  do valor disso, das histórias contadas pelo Zezito… O turista não vai ter acesso. Mas o paratiense não pode perder essa preciosidade, é preciso manter viva essa memória!

Veja o Prefeito Casé falando sobre a Paraty que ele recomenda aos turistas:

O cotidiano à frente da Prefeitura mudou muito sua vida? Sobra tempo para continuar tocando na Banda Santa Cecília, por exemplo?

CASÉ
Ainda toco sim, mas com menos  frequência (risos). Porque a vida mudou, engordei muito, quero emagrecer de novo em 2014 (mais risos). Porque esse primeiro ano foi de muita responsabilidade. Mas afinal, se eu não engordasse, não sumisse, não me dedicasse, nada ia acontecer na cidade, não iria ter esgoto, a Paraty-Cunha, não teriam creches nem luz na costeira, centro de convenções… Eu estaria só dando risada, conversando com você, tomando uma cervejinha, batendo nas suas costas…Mas Paraty merece um governo de reestruturação e essa é a minha proposta.

Histórias de vida e de lugares sempre me interessaram. Como jornalista, sou movida a ideias e boas pautas. Desde 2004 escolhi viver em Paraty, onde sou mais leve e contemplativa. Trabalho em casa, no meu escritório com alma e vista para o verde, e não me desconecto. Assumo completamente que o ambiente digital é uma das minhas praias preferidas, ainda mais agora, integrada à equipe do www.paraty.com.br . Escrever sobre Paraty, dirigindo-me a quem mora por aqui e a quem chega para curtir a cidade, é uma das minhas grandes fontes de prazer e inspiração. Outras são a fotografia e a cor azul, que me levaram a criar o blog http://adoroazuis.blogspot.com.br, para expressar o que encontro de azul no mundo. Claudia Ferraz

6 Respostas para “ENTREVISTA EXCLUSIVA COM PREFEITO CASÉ”

  1. Clarice disse:

    Não deu pra fazer alguma pergunta incômoda? A jornalista trabalha na prefeitura?

  2. Fabrícia da Rocha disse:

    Nasci e moro em uma cidade turística, Rio das Ostras, q tem crescido com os anos e por isso enfrentando dificuldades. Porém, depois de tanto ouvir falar, fui conhecer Paraty e me decepcionei com q encontrei. Tirando o Centro Histórico o resto da cidade parece q parou no tempo. Serviços e atendimentos de péssima qualidade. Praias??? Em Paraty mesmo ñ tem nenhuma q preste, tive q ir à Trindade com trailer velhos, caindo os pedaços, atendimento de péssima qualidade. realmente ñ acreditei no q encontrei. Voltei para Rio das Ostras com a certeza q moro no paraíso. Mas espero q o prefeito consiga melhorar a cidade não só para os turista mas também para os munícipes e se um dia eu voltar eu possa dizer q valeu a pena.

  3. vera cruz disse:

    li, tentei assimilar e prefiro acreditar em tudo que o Casé expôs. são muitas as controvérsias, as difamações, as críticas e isso tudo, essas falações, deixa nós, paratyenses, tristes, desolados, nos sentindo enganados, desrespeitados diante da crença que tivemos e, ainda, temos, durante a campanha…eu, particularmente, muito me senti triste diante de tantas reclamações, cobranças, ao ponto de , já, estar desacreditada por um Paraty melhor, evoluído, diferente; mas, após ler e assimilar cada parágrafo das suas respostas à jornalista Cláudia Ferraz, senti um novo desencantar na gestão do Casé…Que 2014 possa, realmente, ser um ano de recomeço das conclusões de melhoria e de empenho pela nossa cidade..vamos lutar juntos e criticar menos…vamos colaborar com a nossa cidade junto ao prefeito Casé…

  4. CLAUDIA SENA disse:

    Bem se vê que a nossa amiga não mora na cidade. Atualizando-a , Paraty tá um caos, NUNCA se viu governo tão ruim na história.
    Lamentável é ainda ouvir gente parabenizando.
    Parabéns por nada Prefeito.
    Aff

  5. Michel Nain Afif disse:

    É INCRIVELLLLLLLLLL COM NOSSOS GOVERNANTES DÃO DE OMBROS P/ A PRATICA E INVESTIMENTO EM ESPORTE, VCS TEM Q ENTENDER Q ESPORTE TRAZ VARIOS BENEFICIOS P/ A POPULAÇÃO….DIMINUI A VIOLENCIA, DA DISCIPLINA, PREVINE DOENÇAS, ETC….ETC….ESPORTE É VIDA!!!!

  6. Lucia Guirra disse:

    Muito bom Paraty merece essa administração, tenho o
    prazer de trabalhar na cidade que escoli, ainda não dá para morar, mas 2 dias na semana com certeza estou ai. Eu amo Paraty tem um pedaçinhp que gosto muito é de Taquari a Trindade rsrrssr
    Vai enfrente Casé o caminho é esse mesmo voce merece
    Paraty merece e esse povo tambem amo voces

    PARABENS PREFEITO CASÉ

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