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FLIP 2019 - Festa Literária Internacional de Paraty (04/07/2012)

Conferência de abertura

Veríssimo homenageia a FLIP. Silviano Santiago e Antônio Cícero falam sobre Drummond

Uma noite com temperatura muito agradável, uma lua de tirar o fôlego, a cidade linda como sempre, o público crescendo a cada momento, e atento, curioso, feliz por estar na FLIP. As crianças correndo, brincando, lendo, apresentando e assistindo, curtindo estórias. Enfim... começou a FLIP!

Mauro Munhoz, presidente da Casa Azul saúda a todos e chama o curador Miguel Conde para apresentar os convidados.

Luiz Fernando Veríssimo, como sempre, com toda a sua timidez e simpatia cativou o público ao trazer à tona um fato que aconteceu com ele na FLIP, há 4 anos atrás. Ao ser chamado para mediar uma mesa, ele estava tão nervoso que, ao invés de falar FLIP, disse CLIP.

Veríssimo diz que passou 4 anos tentando imaginar uma boa desculpa para sua gafe e cuja versão dos fatos foi que,  na verdade, não se tratou de um erro, a mudança da letra foi proposital, mas aquele público não entendeu. Na verdade, a letra C foi usada pois a FLIP é uma verdadeira Conspiração para nos deixar mais inteligentes. Liz Calder e sua turma são Cúmplices disso. Paraty lembra Comilança, Convescote, Conversa nos bares e restaurantes, E assim foi usando muitas palavras com a letra C, para tentar traduzir um pouco da Celebração quase religiosa que acontece em Paraty.

A fala dele termina afirmando que, a tão debatida morte do livro nos tempos digitais, mais parece com uma ópera, cujo personagem que morre, definha indefinidamente e sempre há tempo para mais uma ária (no geral, a mais bonita).

Depois, o curador deste ano, Miguel Conde apresenta os dois participantes da confrência de abertura em homenagem a Carlos Drummond de Andrade.

Silviano Santiago optou por ler o seu texto e considera a tarefa que lhe foi destinada bastante inglória, devido à grandiosidade e diversidade da obra do autor homenageado.

Ele começou considerando o Século XX como o irmão mais velho do Drummond e, assim foi fazendo um paralelo entre os fatos do século e a biografia do escritor.

Santiago abre um leque de temas: tempo e memória, natureza e dissolução,  tradição e modernidade, facilidade de comunicação moderna e a incomunicabilidade do indivíduo impedido pelas suas angústias existenciais.

"Todos os meus mortos estavam de pé" como um novo filho pródigo da família Andrade no século XX, na condição de herdeiro que questiona o seu legado, ele teve que apagar todos os seus antepassados, com a intenção paradoxal de inaugurar novos antepassados em uma novo cidade. A partir daí, o estudioso contempla diversos paradoxos de Drummond para descobrir a gênese de sua poesia.

Antônio Cícero se propôs a analisar apenas um poema A Flor e a Náusea .

A cada estrofe, Cícero analisou aspectos da organização textual e dos temas privilegiados por Drummond durante a década de 40, cujos poemas escritos para Rosa do Povo demonstram  seu engajamento com Partido Comunista, com o ideário de Marx e a direta influência de Jean Paul Sartre da sua obra A Náusea. A flor é a metáfora maior de que só a criação da poesia pode ser a salvação neste mundo de contrários, como a grande descoberta que o poeta elabora verso a verso, diante de um universo de coisas que se opõem às possibilidades da vida e da criação.

 

TEXTO: Profa. Gloria Maria Cordovani

 

 

 

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  • FLIP 2012
    Mauro Munhoz Foto: Ricardo Gaspar
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    Miguel Conde - curador Foto: Ricardo Gaspar
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    Luis Fernando Veríssimo Foto: Ricardo Gaspar
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    Silviano Santiago Foto: Rogerio B. Huss
  • FLIP 2012
    Antônio Cícero Foto: Rogerio B. Huss
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