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FLIP 2014 - Festa Literária Internacional de Paraty
12h - Mesa 12: Encontro com Eduardo Coutinho
(06/07/2013)

12h - Mesa 12: Encontro com Eduardo Coutinho

Eduardo Coutinho
Autor:  Eduardo Coutinho
Mediação: Eduardo Escorel

Vídeo de homenagem: Marçal Aquino lê Angústia, de Graciliano Ramos. Fala do mergulho profundo que Graciliano fez para conceber o personagem Luís da Silva. Lembrou Aurélio Buarque de Holanda que dizia que “Graciliano escrevia como quem escreve (sic) um telegrama, pagando caro por cada palavra”.

A escolha do mediador  Eduardo Escorel, cineasta, não poderia ter sido melhor.  De modo singular,  soube reverenciar o entrevistado, com elegância e conhecimento do ofício.  

Eduardo Coutinho tem grande obra cinematográfica, marcada por filmes como Santo Forte, Edifício Master, Cabra Marcado para Morrer, Jogo de Cena.

Boa parte desses filmes nasceram a partir de  "conversas”, o que, segundo o cineasta,  é diferente de "entrevistas" ou "depoimentos". “Na conversa, o privilegiado não é o entrevistador, mas o entrevistado. O tempo dado ao entrevistado é que garante alguma originalidade, sobretudo... quando a pessoa sabe contar de modo singular a sua história”.

No final do ano passado Eduardo Coutinho voltou a conversar com três personagens de seus filmes Cabra marcado para morrer, Edifício Master e Jogo de cena. Até que ponto esses personagens teriam algo a dizer?

O diretor disse que certos personagens são quase de ficção, a partir de seres reais. Saber contar é essencial. Por vezes, um sujeito de bom caráter tende a ser chato e mal contador de sua história.

Foi projetada cena de Cabra Marcado para morrer,  sobre a qual Coutinho fez comentários críticos e disse que  hoje em dia,  procederia   alguns cortes, para criar uma cena mais expressiva.

O excerto do filme Peões, de 2004, comoveu a plateia, em função do tempo dado ao entrevistado, para responder à pergunta: “ - O que é ser peão?”  A resposta: “- Você já foi peão? Recebeu  23 minutos de seu rosto  exposto sob câmera fixa. O  foco no rosto do entrevistado, ensinou que a eloquência do silêncio, extremamente significativa, para traduzir  uma história de  esforços e humilhações em acúmulo, sofrida com o ofício de ser peão;  do qual, paradoxos à parte, hoje em dia, se orgulha.

Eduardo Coutinho recomendou a leitura de A miséria do mundo, de Pierre Bordieu.




TEXTO: Profa. Gloria Cordovani

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