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FLIP 2014 - Festa Literária Internacional de Paraty
11h - Mesa 16: Graciliano Ramos: Políticas da escrita
(07/07/2013)

11h - Mesa 16: Graciliano Ramos: Políticas da escrita

Wander Melo Miranda, Lourival Holanda, Erwin Torralbo Gimenez
Autores:  Wander Melo Miranda, Lourival Holanda, Erwin Torralbo Gimenez
Mediação: José Luiz Passos

O mediador diz que Graciliano Ramos propõe uma poética de radicalidade na literatura brasileira. Pergunta aos participantes da mesa: “-Qual é o lugar da palavra diante da autoridade? Como a escrita pode ser política, sem que seja panfletária?”

Wander  comenta que, nos estreitos limites entre a gramática e a lei, Graciliano busca a interlocução com o outro. Entre a gramática e a lei, Graciliano fez descobertas do uso do irônico, conforme ensinado por Aristóteles.

O mediador conta um episódio narrado no livro Infância, onde algumas moças puseram-se a elogiar o paletó do personagem, que era horroroso. Ele descobre que as palavras podem ter sentidos diversos: alguém pode dizer o contrário do que está afirmando; ou seja, elogia para depreciar.

Lourival pergunta: qual é a razão de Graciliano Ramos hoje? É preciso pensar a importância do autor para a geração da era virtual. Quando se busca a palavra, busca-se quebrar os valores consensuais. As novas gerações tem que ser melhores que nós... Nós tínhamos a noção de separação entre conhecimentos de filosofia, de sociologia, etc. A nova geração é de conexões, ligada a tudo. Graciliano Ramos entra com esse sal, é o tempero essencial.

Para Erwin, o livro Infância, do qual lê trechos, é o sentimento do mundo marcado pela violência do agreste, local da origem e criação do autor, em cuja infância, de fato apanhou, sofreu humilhações. Aqui reside a gênese de sensibilidade, que marca toda a sua obra.

A palavra se configura com dois aspectos: como instrumento de poder, quando a  palavra escrita conhece a tortura da gramática, como signo da lei. Por outro lado, a palavra permite a magia que se descortina, por meio da ficção.

Erwin comenta que Graciliano parece ter escrito primeiro Infância, e depois Memórias do Cárcere. Considera Infância o livro melhor construído de toda a sua obra literária.

Nesse momento o mediador reverencia Marina Silva, na platéia, pela verve e coerência com relação à coisa pública neste país. Muitos aplausos à senadora.   




TEXTO: Profa. Gloria Cordovani


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