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FLIP 2017 - Festa Literária Internacional de Paraty
Chilena Diamela Eltit é a segunda confirmação da FLIP
(10/04/2017)

Chilena Diamela Eltit é a segunda confirmação da FLIP

Suas obras serão traduzidas para o português
Numa lista de 25 grandes livros em espanhol dos últimos 25 anos divulgada recentemente pelo suplemento cultural Babelia, do El País, encontra-se Jamas el fuego nunca (2007), de Diamela Eltit. Pela primeira vez no Brasil, a chilena é uma das duas autoras mulheres lembradas por escritores, críticos e livreiros. Fazem parte da lista obras de nomes como Adolfo Bioy Casares, Enrique Vila-Matas, Javier Cercas, Juan José Saer, Mario Vargas Llosa e Roberto Bolaño. Na Flip 2017, que acontece entre 26 e 30 de julho em Paraty, Eltit falará sobre literatura latino-americana, as relações entre arte e política, feminismo e contracultura e sua trajetória como autora e ensaísta entre a América Latina e Estados Unidos.

A autora
Eltit é dona de um projeto literário único - como proposta teórica, estética, social e política. A sua trajetória, iniciada na década de 1970, no Chile sob pesada ditadura, destacou-se pelo caráter experimental, combinando invenção de linguagem e novas reflexões sobre arte, literatura e política. No âmbito da contracultura e da resistência, foi pioneira e recebeu prêmios ao abordar questões de gênero numa perspectiva feminista, o autoritarismo e a violência do estado, a marginalidade urbana e a transgressão, a dor coletiva.

Iniciou sua trajetória com arte performática e vídeo-arte integrando o CADA - Colectivo Acciones de Arte, entre 1979 e 1985, grupo que, como ela mesma diz, pretendeu “modificar os signos e códigos, abrir novas redes de significação e sofisticar as operações conceituais”. Participavam do CADA artistas e poetas como Raúl Zurita, Lotty Rosenfeld, Juan Castillo e Fernando Balcells. Na década de 1980, começou a publicar ficção e ensaios.Outras obras suas de destaque são Por la pátria (1986), El cuarto mundo (1988), El padre mío (1989), Vaca sagrada (1991), Los vigilantes (1994) Los trabajadores de la muerte (1998). Quando a revista colombiana Semana escolheu os cem grandes títulos dos últimos 25 anos, em 2007, três eram seus: Lumpérica (1983), El cuarto mundo (1988) e Los vigilantes.

Uma de suas obras fundamentais, Jamas el fuego nunca terá edição pela Relicário, editora independente de Belo Horizonte, com tradução de Julián Fuks.  A e-galaxia publicará  A máquina Pinochet e outros ensaios, coletânea de textos críticos da escritora, traduzidos por Pedro Meira Monteiro, organizados e prefaciados por Meira Monteiro e por seu colega em Princeton, Javier Guerrero.

Com sua postura anti-canônica e disposta a discutir os consensos, interessa-se pelas zonas de fronteira artísticas e literárias. Entre suas influências, inclui desde o barroco a Foucault, de Joyce a Rulfo. Acredita na estética com sentido político. A noção de corpo, a corporalidade atravessada por sistemas de controle e poder, é muito presente em sua obra, tanto narrativa quanto ensaística: “Entendo o corpo como ficção, a mudar de século em século, especialmente o corpo das mulheres que é escrito, descrito e imposto pelo estado e o mercado, especialmente por normativas ditadas pelas indústrias médicas e químicas”. Quando perguntada sobre a escrita de mulheres, diz: “busco romper com o binarismo assimétrico entre escrita de homens e mulheres porque como todo território binário possui hierarquias”. Sobre a literatura: “tem sido o único espaço total de liberdade que me tem acompanhado em toda a vida”.
 
Diamela Eltit vive entre o Chile e os EUA, onde leciona em departamentos de literatura hispano-americana.
 
A Flip vai contribuir para apresentar aos leitores brasileiros uma escritora de projeto artístico e literário muito original”, afirma a curadora Joselia Aguiar. “Sua obra como ficcionista e ensaísta interessa muito ao debate brasileiro de agora, particularmente nas questões de identidade de gênero, marginalidade urbana e das zonas de fronteira artística e sociais.
 
Para o diretor-geral da Flip, Mauro Munhoz, “a vinda de Diamela à Flip e a publicação de sua obra inédita no Brasil reforçam o compromisso da Flip em trazer ao leitor brasileiro novas realidades politicas, sociais, artísticas e literárias de distintos territórios.”


FONTE: http://flip.org.br/

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