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FLIP 2013 - Festa Literária Internacional de Paraty Clique aqui e baixe a programação completa da Flip 2013

Autores da FLIP 2013

Veja abaixo a lista dos autores participantes da FLIP 2013.

ALEKSANDAR HEMON
Aleksandar Hemon nasceu em Sarajevo, então Iugoslávia, em 1964. Mudou-se para os Estados Unidos 28 anos depois, tornando-se colaborador de veículos como New Yorker, Esquire e Paris Review. Desde seus primeiros romances E o Bruno?(2000) e As fantasias de Pronek (2009), Hemon volta-se para os anseios vividos pelo homem em situações de exílio forçado. Em O projeto Lazarus - eleita a melhor obra de ficção de 2008 pela New Yorker e finalista do National Book Award - incorpora à própria estrutura narrativa a questão da relação entre ficção, história e imigração, numa trama que intervém criticamente no debate político contemporâneo. Seu último livro, The book of my lives (2013), é uma ode às cidades de Sarajevo e Chicago.


ALICE SANT'ANNA
Nascida em 1988, no Rio de Janeiro, Alice Sant’Anna é autora de Dobradura (2008), Pingue-pongue (uma publicação independente em coautoria com Armando Freitas Filho, 2012) e Rabo de baleia (2013). Em seus poemas, pequenos contratempos e felicidades da vida cotidiana são observados por um olhar curioso e criativo, que intui sentidos inesperados onde nos acostumamos a esperar apenas a trivialidade da rotina. Alice trabalha na revista de ensaios Serrote, do Instituto Moreira Salles, escreve às sextas-feiras na página Transcultura, do jornal O Globo, e cursa mestrado em Literatura na PUC-Rio.


ANA MARTINS MARQUES
Ana Martins Marques nasceu em Belo Horizonte em 1977. Seu primeiro livro A vida submarina (2009) reúne poemas publicados entre 2007 e 2008, ganhadores do prêmio Cidade de Belo Horizonte. Seu segundo livro Da arte das armadilhas (2011), que integra a coleção de poesia contemporânea da Cia. das Letras, recebeu o prêmio Biblioteca Nacional de Literatura 2012. Doutora em Literatura Comparada pela UFMG, Ana trabalha como redatora e revisora de textos na Assembleia Legislativa mineira. A oscilação hábil entre dicção irônica e olhar contemplativo, centrada na figuração de pequenos episódios do cotidiano, demarca o lugar singular de sua obra na atual poesia brasileira.


BRUNA BEBER
A poesia de Bruna Beber (Duque de Caxias, 1984) combina de maneira original humor e melancolia para falar dos azares da vida amorosa, revelar breves instantâneos da paisagem urbana brasileira e refletir sobre o próprio ofício de escritora, driblando com igual habilidade o solene e o banal. Seus poemas, reconhecidos entre os mais importantes de sua geração, já foram publicados em revistas e antologias no Brasil, Alemanha, Argentina, Espanha, Estados Unidos, México e Portugal. Bruna é autora de A fila sem fim dos demônios descontentes (2006), Balés (2009), Rapapés & apupos (2012) e Rua da padaria (2013).


CLEONICE BERARDINELLI
Uma das maiores autoridades em Literatura Portuguesa no Brasil, Cleonice Berardinelli (Rio de Janeiro, 1916) ocupa a cadeira número 8 da Academia Brasileira de Letras desde 2011. Professora emérita da UFRJ e da PUC-Rio, a estudiosa é pioneira no estudo de Fernando Pessoa, além de destacar-se por suas publicações sobre Luís de Camões e Gil Vicente. Suas principais obras são Estudos camonianos (1973), Obra em prosa: Fernando Pessoa (1986), Estudos de Literatura Portuguesa (1985), Álvaro de Campos - a passagem das horas (1988), Fernando Pessoa: outra vez te revejo... (2004) e Gil Vicente: autos (2012).


DANIEL GALERA
Filho de gaúchos, Daniel Galera nasceu em São Paulo, em 1979, mas viveu em Porto Alegre a maior parte de sua vida. Um dos precursores do uso da internet para divulgação da literatura, publicou seus textos on-line de 1996 a 2001, com destaque para três anos como colunista do Cardosonline - extinto fanzine eletrônico. Galera foi um dos criadores da Editora Livros do Mal, por onde lançou seus dois primeiros livros Dentes guardados (2001) e Até o dia em que o cão morreu (2003), adaptado para o cinema em 2007 como Cão sem dono pelos diretores Beto Brant e Renato Ciasca. É autor também de Mãos de cavalo (2006), Cordilheira (2008), Cachalote (2010) e Barba suja de sangue (2012), romances que se destacam no panorama atual da literatura brasileira pelo virtuosismo da caracterização psicológica dos personagens e descrições dos ambientes por onde eles circulam. Atualmente é colunista do jornal O Globo.


DÊNIS DE MORAES
Escritor e jornalista, Dênis de Moraes é autor de um livro que desde sua publicação, em 1992, se consolidou como referência central dos estudos sobre Graciliano Ramos: a biografia O velho Graça, reeditada no ano passado. Entre outros 20 livros publicados por Moraes no Brasil, na Argentina, em Cuba e na Espanha estão Vianinha, cúmplice da paixão (2013) e O rebelde do traço: a vida de Henfil (1996). Contemplado em 2010 com o prêmio internacional de ensaio Pensar a Contracorriente, concedido pelo governo cubano, Moraes é professor de estudos culturais e mídia da Universidade Federal Fluminense.


EDUARDO COUTINHO
Paulistano de 1933, Eduardo de Oliveira Coutinho é tido como o mais importante documentarista brasileiro. Cursou direito em São Paulo, mas não completou a graduação. Em 1957 viajou para a França para estudar no Institut des Hautes Études Cinématographiques. De volta ao Brasil, iniciou seu projeto Cabra marcado para morrer - referência no cinema brasileiro -, que só pôde finalizar 17 anos depois em razão da ditadura militar. Ao longo de sua carreira, tornou-se conhecido pela abordagem de problemas e sonhos de pessoas comuns filmados em diferentes ambientes e origens, bem como pela exposição reflexiva do próprio processo de produção de suas obras. Edifício Master (2002), Babilônia 2000 (2000), O fim e o princípio (2005) e As canções (2011) são alguns de seus filmes emblemáticos.


EDUARDO SOUTO DE MOURA

Eduardo Elísio Machado Souto de Moura nasceu no Porto, Portugal,em 1952. Cursou arquitetura na Escola de Belas Artes do Porto e colaborou no ateliê de Álvaro Siza de 1974 a 1979. Suas referências vão desde Mies van der Rohe até Donald Judd. Já foi professor convidado em Harvard, na Paris-Belleville e em Lausanne, e de 1981 a 1990 Souto de Moura lecionou arquitetura na FAUP. Vencedor do Pritzker em 2011, foi também o primeiro arquiteto a receber o prêmio Pessoa. Entre as suas obras estão o Mercado Municipal e o Estádio Municipal de Braga, a Casa das Artes, no Porto, e a Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais. Seus projetos destacam-se pelo emprego de granito, mármore, aço, concreto e pelo uso inesperado de cores.


ERWIN TORRALBO
Erwin Torralbo Gimenez é o pesquisador responsável pelo Arquivo Graciliano Ramos do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo e autor de diversos ensaios sobre a obra do escritor alagoano, como Graciliano Ramos, uma poética da insignificância e Mal sem mudança - notas iniciais sobre angústia (revista Estudos Avançados). Professor de Literatura Brasileira na USP, Gimenez concluiu seu doutorado na instituição paulista em 2005 apresentando a tese “Graciliano Ramos - o mundo coberto de penas”.


FRANCISCO BOSCO
Poeta, letrista, filósofo e escritor, Francisco Bosco nasceu no Rio de Janeiro, em 1976. Filho do cantor e compositor João Bosco, é doutor em Teoria Literária pela UFRJ. Dentre os seus livros estão Banalogias (2007) e E livre seja este infortúnio (2010). Sua obra mais recente, Alta ajuda (2012), reúne 35 ensaios publicados nos últimos sete anos no jornal O Globo e nas revistas Trip e Cult. Neles o autor compara seus textos a partidas de futebol de salão e reflete com perspicácia sobre o amor, o sexo, a inveja e a insônia, trazendo um olhar filosófico para temas extraídos do dia-a-dia.


GEOFF DYER
O jornalista e escritor Geoff Dyer nasceu em 1958, em Cheltenham, na Inglaterra. Conhecido pelo estilo irônico, quase debochado, Dyer parte de reflexões íntimas para discutir temas universais, numa mistura sutil de ficção e não ficção. Autor de quatro romances, entre eles Jeff em Veneza, Morte em Varanasi, publicado no Brasil em 2010, Dyer remete ao chamado ensaio pessoal, estilo que permeia todas as suas obras, dos artigos sobre viagens (reunidos em Ioga para quem não está nem aí, 2007) à miscelânea de textos curtos de Otherwise known as the human condition (2011).


GILBERTO GIL
Cantor e compositor, Gilberto Gil nasceu em Salvador, em junho de 1942. Ao lado de Caetano Veloso, Gal Costa e Tom Zé exerceu um papel fundamental no processo de modernização da música popular brasileira, com a criação do tropicalismo. O movimento de ruptura assimilou a cultura pop aos gêneros nacionais, quebrando barreiras entre tradição e vanguarda e transformando critérios de gosto, moral e comportamento. Ao longo de quase cinco décadas de carreira gravou mais de 35 discos e, em 1998, recebeu o Grammy Award de Melhor Música Mundial. Nos anos 1980 tornou-se vereador em Salvador e em 2003 assumiu o cargo de ministro da Cultura, com uma gestão marcada especialmente por discussões em torno de software livre, direitos autorais e liberdades digitais.


JEANNE-MARIE GAGNEBIN
Durante mais de três décadas atuando como pesquisadora e professora, Jeanne-Marie Gagnebin deu uma contribuição crucial para a difusão e compreensão em nosso país do pensamento do crítico e filósofo alemão Walter Benjamin. Em obras como História e narração em Walter Benjamin (1994), ela vai além da interpretação do autor para constituir uma reflexão própria sobre o tempo e a narrativa na era moderna. Nascida em Lausanne, Suíça, em 1949, Jeanne-Marie está radicada no Brasil desde 1978. Coordena a edição crítica de Benjamin na Editora 34, é professora titular de filosofia na PUC-SP e livre-docente em teoria literária na Unicamp.


JÉRÔME FERRARI
Jérôme Ferrari nasceu em Paris, França, em 1968, e passou a infância e a juventude entre sua cidade natal e a Córsega. A ilha serve de cenário para sua principal obra Le sermon sur la chute de Rome - premiada com o Goncourt em 2012. No livro o escritor propõe uma reflexão acerca do declínio do mundo ocidental, propondo um contraponto histórico com a queda da Roma Antiga. Formado em filosofia pela Universidade de Paris, é autor de seis romances, entre eles: Dans le secret (2007), Un dieu un animal (2009) e Où j’ai laissé mon âme (2010),vencedor do prêmio de romance France Télévisions. Atualmente, é professor de filosofia em Abu Dabi.


JOHN BANVILLE
Nome cotado para o prêmio Nobel de Literatura, John Banville é autor de uma obra em que se combinam dicção exuberante, marcada pelo lirismo e por jogos de linguagem, com enredos complexos. Nascido em Wexford (Irlanda) em dezembro de 1945, ainda jovem declarou que a faculdade teria pouco benefício para ele. Seu maior sucesso O mar (2005) lhe rendeu o Man Booker Prize. Sob o pseudônimo de Benjamin Black, publicou ainda mais sete romances policiais que compõem uma intrincada teia de adultérios envolvendo o protagonista. Em seu título mais recente, Ancient lights (2012), Banville narra a história de Alexander Cleave, ator fracassado que vive de recordações.


JOHN JEREMIAH SULLIVAN
Filho do escritor esportivo Mike Sullivan, John Jeremiah Sullivan nasceu em 1974, em Louisville, Kentucky (EUA). Seu primeiro livro Blood horses: notes of a sportswriter's son, publicado em 2004, aborda suas lembranças de infância e investiga a história dos cavalos de corrida de sangue puro. Já Pulphead: essays (2011) é uma antologia de 14 artigos publicados em sua coluna na Paris Review, Mister Lytle: An Essay. Os textos se concentram em sua longa convivência com Andrew Nelson Lytle nos anos 1990 - enquanto ele o ajudava com tarefas domésticas o dramaturgo lhe dava lições de vida e literatura.


JOSÉ LUIZ PASSOS
Nascido em Catende, Pernambuco, em 1971, José Luiz Passos é atualmente professor na Universidade da Califórnia, campus no qual dirigiu entre 2008 e 2011 o Centro de Estudos Brasileiros. É autor dos ensaios Ruínas de linhas puras (1998) - sobre as viagens de Macunaíma - e Machado de Assis, o romance com pessoas (2007). Publicou em 2009 seu primeiro romance, Nosso grão mais fino, seguido de O sonâmbulo amador (2012), livro que combina com habilidade a exploração dos desvãos da memória e da razão com o exame das relações sociais degradadas num certo nordeste brasileiro.


KARL OVE KNAUSGARD
A narrativa autobiográfica em seis volumes Minha luta (2009-2011) projetou internacionalmente o nome do norueguês Karl Ove Knausgård (Oslo, 1968). Embora já fosse um autor respeitado em seu país, Knausgård adquiriu notoriedade internacional com a obra, que recebeu uma sucessão de prêmios literários e foi aclamada pela crítica, mas também questionada por revelar detalhes pessoais da vida de amigos e parentes do escritor. Minha luta combina a característica habilidade descritiva de Knausgård com reflexões incisivas sobre arte, mortalidade, relações familiares e a banalidade da vida burguesa.


LAURENT BINET
Laurent Binet (Paris, 1972) é escritor e professor nas universidades Paris III e Paris VIII. Seu livro HHhH (o cérebro de Himmler se chama Heydrich), relato em torno do assassinato do chefe da Gestapo, venceu o Goncourt de primeiro romance e lhe valeu um telefonema elogioso do então presidente Nicolas Sarkozy. Binet, no entanto, preferiu se vincular ao candidato socialista François Hollande e lançou no ano passado Rien ne se passe comme prévu, sobre os bastidores de sua campanha presidencial. Binet publicou ainda dois livros de não ficção, Forces et faiblesses de nos muqueuses e La vie professionnelle de Laurent B., este último um testemunho de sua experiência como professor em colégios parisienses.


LILA AZAM ZANGANEH
Descendente de pais iranianos, Lila Azam Zanganeh nasceu em Paris, França. Depois de se formar na École Normale Supérieure aos 20 anos, mudou-se para os Estados Unidos para ensinar literatura e cinema em Harvard. Com artigos publicados em veículos como New York Times, Paris Review, Le Monde e La Repubblica, Lila fala fluentemente seis idiomas. Seu primeiro livro The enchanter (2011) é uma mistura entre ensaio, biografia e ficção em torno de Vladimir Nabokov. Em 2011 venceu o Roger Shattuck Prize for Criticism, prêmio concedido a ensaístas emergentes. Atualmente, Lila vive em Nova York e trabalha em seu novo romance The Orlando inventions.


LOURIVAL HOLANDA
Professor da Universidade Federal do Pernambuco, Lourival Holanda nasceu em 1950 no sertão do Araripe. Formado em filosofia pela Paris VIII e doutor em letras pela Universidade de São Paulo, Lourival é autor de vários estudos sobre cultura e literatura no Brasil e na França. Publicou Fato e fábula (1999); e Sob o signo do silêncio (1992), estudo comparativo sobre Vidas secas de Graciliano Ramos e O estrangeiro de Albert Camus. Sua obra mais recente é Álvaro Lins: critico literário e cultural (2008).


LYDIA DAVIS
Crítica literária, tradutora e escritora, a americana Lydia Davis nasceu em Northampton (Massachussetts) em 1947. Vencedora do Man Booker International 2013, seu nome tem sido associado à radical renovação da narrativa breve, com históricas que entre ficção, ensaio e poesia. Aclamada também pelas traduções de autores franceses como Foucault, Flaubert e Proust, a autora venceu o French-American Foundation Translation Prize de 2003 por sua tradução de No caminho de Swann. Davis publicou seis livros de contos e um romance, The end of history (2004). Seu mais recente título Tipos de perturbação (2013) foi indicado ao National Book Award.


MAMEDE MUSTAFA JAROUCHE
O professor da USP Mamede Mustafa Jarouche é um dos principais pesquisadores e tradutores brasileiros da literatura árabe. Filho de imigrantes libaneses, nascido em Osasco em 1963, Jarouche traduziu do árabe ao português uma relação extensa de obras fundamentais, a principal delas o Livro das mil e uma noites, publicado aqui em quatro volumes. Por este último, recebeu os prêmios Jabuti, APCA e Paulo Rónai da Biblioteca Nacional. No momento, está traduzindo para o português O colar da pomba, tratado amoroso de Ibn Hazm.


MARIA BETHÂNIA
Maria Bethânia Vianna Telles Velloso nasceu na Bahia, em 1946. Filha de dona Canô e irmã de Caetano Veloso, tornou-se uma voz inconfundível e uma das maiores intérpretes na história da música popular brasileira. Bethânia subiu ao palco pela primeira vez em 1960, na abertura do espetáculo Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues. Durante a ditadura militar, participou do show-protesto Opinião no Teatro Arena e, nos anos 1970, formou ao lado de Caetano, Gal e Gil a banda Doces Bárbaros - marcada pela brasilidade e regionalismo baiano, desenvolvendo a partir de então uma prestigiada carreira solo. Amante de literatura, Bethânia ficou conhecida por intercalar textos de Fernando Pessoa, Guimarães Rosa e outros tantos escritores entre as canções de seus discos e shows. Em 2008, conquistou o prêmio Shell de Música, inédito para intérpretes.


MARINA DE MELLO E SOUZA
Filha dos críticos Antonio Candido e Gilda de Mello e Souza, Marina nasceu em 1957. De seus estudos sobre cultura popular brasileira resulta o livro Paraty, a cidade e as festas (2008). Atualmente dedica-se à história do antigo reino do Congo e de Angola, atentando especialmente à presença do catolicismo. Com doutorado em história social pela Universidade Federal Fluminense e livre-docência em história da África pela USP, coordena o Núcleo de Apoio à Pesquisa Brasil-África da Universidade de São Paulo, mesma instituição em que leciona desde 2001. É ainda autora dos livros África e Brasil africano (2007) e Reis negros no Brasil escravista - história da festa de coroação do rei Congo (2002).


MICHEL HOUELLEBECQ
Vencedor do prêmio Goncourtem 2010, o francês Michel Houellebecq (Réunion, 1956) é autor de uma obra marcada pela constatação da banalidade da existência humana no mundo atual. Os narradores de seus livros não observam no entanto essa anomia generalizada de longe, como quem estivesse do lado de fora, mas tomam parte dela, para tornarem-se também cruelmente superficiais. O perfil ácido dos narradores de Houellebecq e sua visão desencantada das relações humanas dão o tom de seus livros mais conhecidos, como Partículas elementares (1998) e Extensão do domínio da luta (1994). Sua obra mais recente é O mapa e o território (2010).


MILTON HATOUM
Filho de imigrantes libaneses, Milton Hatoum nasceu em Manaus, em 1952, e mudou-se sozinho para Brasília aos 15 anos. Formado em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP, consagrou-se como escritor com os livros Relato de um certo oriente (1989) e Dois irmãos (2000), nos quais revelou uma construção literária baseada em memórias familiares. Viveu na Espanha e na França antes de mudar-se definitivamente para São Paulo, em 1998. Em seu romance Cinzas do norte (2005), ganhador do prêmio Jabuti na categoria Livro do Ano, expõe sua visão íntima da geração que viveu sob a ditadura dos anos 1970. Com obras traduzidas em 12 idiomas, está entre os autores brasileiros mais lidos no exterior.

MIÚCHA
Heloísa Maria Buarque de Hollanda, mais conhecida como Miúcha (Rio de Janeiro, 1937), participou como cantora e compositora de alguns dos mais importantes discos da história musical brasileira. Após estrearem um álbum de João Gilberto e Stan Getz, Miúcha começou uma bem-sucedida colaboração musical com Tom Jobim, que resultaria em gravações como Miúcha e Antônio Carlos Jobim (1977). Miúcha ainda gravaria com o terceiro dos principais nomes da bossa nova, Vinicius de Moraes, tornando-se uma das mais conhecidas intérpretes do gênero. Seu CD mais recente é Miúcha com Tom, Vinicius e João (2008).


NELSON PEREIRA DOS SANTOS
Nelson Pereira dos Santos (São Paulo, 1928) lançou, em 1955, seu primeiro longa-metragem Rio 40 Graus, tornando-se um dos precursores do cinema brasileiro moderno. Responsável por alguns dos títulos mais importantes da história cinematográfica do país, como Vidas secas e Memórias do cárcere, continua em plena atividade artística. Em 2006, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Detentor de prêmios nacionais e internacionais, dirigiu filmes nos mais diversos formatos, trabalhou na televisão e foi professor, juntamente com uma intensa militância na política do audiovisual.


NICOLAS BEHR
O poeta Nicolas Behr nasceu em Cuiabá, em 1958, e vive em Brasília desde 1974. Em 1977, publicou em edição mimeografada Iogurte com farinha, seu primeiro livro. Durante a ditadura militar foi preso pelo Dops e processado por “posse de material pornográfico”, sendo julgado e absolvido em 1979. Foi redator publicitário e trabalhou em ONGs ambientalistas. Desde 1990 vive do seu viveiro de mudas, o Pau-Brasília. Casado, três filhos, tem Brasília como um dos temas mais recorrentes da sua poesia, marcada pelo humor e pela verve crítica.


PAUL GOLDBERGER
Escritor, professor da New School de Nova York e crítico de arquitetura da Vanity Fair, Paul Goldberger nasceu em 1950 em Nova Jersey, EUA. Seus 25 anos como colunista do New York Times lhe renderam o Pulitzer, em 1984, por sua critica à arquitetura contemporânea. De 1997 a 2011 exerceu a mesma função na New Yorker. Em seu primeiro livro Why architecture matters, lançado em 2009, argumenta que os prédios, para além de fornecer abrigo, devem ser experiências estéticas. Atualmente, Goldberger realiza palestras sobre arquitetura, design e preservação em instituições como Yale e Universidade da Califórnia.


PAULO SCOTT
A obra ficcional de Paulo Scott (Porto Alegre, 1966) é marcada pela recorrência de figuras que estão à margem da sociedade e da história brasileiras, e cujas trajetórias se tornam uma forma de pensar a contrapelo o próprio país. Morando atualmente no Rio, Scott é autor dos romances Voláteis (2005), que será adaptado para o cinema em 2014; Habitante irreal (2011), ganhador do prêmio da Biblioteca Nacional 2012; e Ithaca Road (2013). Também é autor do livro de contos Ainda orangotangos (2007) e de quatro livros de poemas, sendo o mais recente deles O monstro e o minotauro (2011), em coautoria com o cartunista Laerte.


RANDAL JOHNSON
O brasilianista Randal Johnson, professor titular da Universidade da Califórnia, é um dos principais estudiosos estrangeiros da cultura brasileira. Dedicado particularmente à pesquisa do cinema nacional, em livros como Cinema novo x 5 (1984) e A indústria cinematográfica no Brasil (1987), Johnson é também um crítico atento da literatura brasileira do século XX, especialmente interessado nas relações entre artistas, intelectuais e políticos no país. Esse é o tema de seu próximo livro, ainda em edição, que dedica um extenso capítulo ao perfil político de Graciliano Ramos.


ROBERTO CALASSO
Editor, crítico e ensaísta, o italiano Roberto Calasso (Florença, 1941) tem sido há décadas uma figura central da vida intelectual contemporânea. Autor de uma escrita singular, em que as análises críticas das obras literárias se combinam com um olhar amplo e erudito sobre o contexto histórico em que elas foram produzidas, Calasso desenvolve desde a década de 1980 uma ampla pesquisa sobre as relações entre literatura e modernidade, na qual se inserem seus livros mais recentes, como K. (2003) e A folie Baudelaire (2012).


SERGIO MICELI
O sociólogo Sergio Miceli (Rio de Janeiro, 1945) é autor de estudos clássicos sobre os intelectuais e o poder no Brasil. Entre seus livros mais importantes, estão Intelectuais à brasileira (2001) e Nacional estrangeiro (2003). Professor titular de sociologia da Universidade de São Paulo, é também professor convidado e pesquisador de instituições estrangeiras como a École des Hautes Études en Sciences Sociales, de Paris; a Escola Nacional de Antropologia e História, no México; e as Universidades de Chicago e Stanford, nos EUA. Sua obra mais recente é Vanguarda sem retrocesso (2012).


T.J. CLARK
O crítico e historiador britânico T.J. Clark (Bristol, 1943) possui uma habilidade incomum para combinar em seus livros a atenção aos detalhes pictóricos das obras analisadas com uma compreensão ao mesmo tempo ampla e incisiva do contexto histórico em que elas foram produzidas. Professor emérito da Universidade da Califórnia em Berkeley, Clark é autor de livros que influenciaram de maneira decisiva o entendimento atual do significado das transformações artísticas ocorridas entre os séculos XIX e XX. Entre seus livros mais importantes estão Imagem do povo: Gustave Courbet e a revolução de 1848 (1973) e A pintura da vida moderna (1985).


TAMIM AL-BARGHOUTI
Nos últimos anos, Tamim Al-Barghouti se destacou como um dos principais nomes da poesia árabe contemporânea. Poeta e cientista político palestino nascido no Egito em 1977, Tamim é filho da escritora egípcia Radwa Ashour e do poeta palestino Mourid Barghouti, que esteve na Flip em 2006. Durante os manifestações que levaram à queda da ditadura de Hosni Mubarak, no Egito, seus poemas foram cantados pelos manifestantes que ocupavam a Praça Tahrir. Nos versos de “Em Jerusalém”, por exemplo, Tamim combina engajamento político com um imaginário poético de tons surrealistas.


TOBIAS WOLFF
Embora seu primeiro livro seja um romance, foi principalmente como contista e memorialista que o americano Tobias Wolff (Birmingham, 1945) se tornou um autor aclamado pela crítica, conquistando prêmios e elogios por suas histórias de atmosfera densa e pela capacidade de expor os dilemas morais de seus personagens, lançando sobre eles um olhar ao mesmo tempo rigoroso e compassivo. Entre seus livros mais conhecidos estão os relatos autobiográficos No exército do faraó (1994) e O despertar de um homem (1989). Wolff é professor de escrita criativa em Stanford e sua obra mais recente é Nossa história começa (2008).


WANDER MELO MIRANDA
Wander Melo Miranda é professor de teoria da literatura e literatura comparada na Universidade Federal de Minas Gerais e diretor da Editora UFMG, que sob sua gestão tem se destacado como uma das mais dinâmicas e consistentes editoras universitárias do Brasil. Publicada em 1992, sua tese de doutorado, Corpos escritos: Graciliano Ramos e Silviano Santiago, é um estudo pioneiro e fundamental na reavaliação da importância de Memórias do cárcere dentro da obra de Graciliano Ramos e da cultura brasileira como um todo. Miranda é autor ainda de Graciliano Ramos (2004) e Nações literárias (2010).


ZUCA SARDAN
Nascido no Rio de Janeiro em 1933, Zuca Sardan é autor de uma obra marcada pela irreverência e pelo olhar satírico sobre a vida brasileira. Um breve resumo biográfico feito pelo próprio serve de amostra de sua dicção singular: “Canhotão, quebrou várias ânforas trácias, moringas marajoaras. Arquiteto, rabiscou caretas nas pranchas. Diplomata, perdeu várias pastas, inclusive a do tortuoso Tratado de Zbórnia-Zgarbuzina. Desagradou a gregos e troianos, com suas impróvidas graçolas”. Entre seus livros mais importantes estão Osso do coração (1993), Ás de Colete (1994) e Babylon (2004).

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