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PARATY TURISMO E ECOLOGIA

FLIP 2013 - Festa Literária Internacional de Paraty Clique aqui e baixe a programação completa da Flip 2013

Programação FLIP 2013

DIA 03/07/2013 - QUARTA FEIRA

19h30 - Conferência de Abertura: Graciliano Ramos: aspereza do mundo, concisão da linguagem, com Milton Hatoum

O encontro com a obra de Graciliano Ramos foi um momento decisivo na vida de um de nossos maiores escritores contemporâneos: Milton Hatoum. Nesta conferência, Hatoum fala sobre Graciliano a partir de uma perspectiva dupla, combinando a recordação de suas experiências pessoais de leitura do autor alagoano com uma discussão panorâmica da obra de Graciliano e do lugar central que esta ocupa na cultura brasileira.


DIA 04/07/2013 - QUINTA-FEIRA

10h - Mesa 1 -O dia-a-dia debaixo d’água
Alice Sant'Anna
Ana Martins Marques
Bruna Beber


Mediação: Noemi Jaffe

Ao se tornar matéria de poesia nas obras dessas três jovens poetas, o cotidiano assume inflexões várias - cômico, melancólico, sublime. A sucessão dos dias, observada naquilo que tem de mais trivial, pode se estender num clima arrastado de tarde de domingo ou sugerir uma possibilidade  inesperada de revelação, como indica o título do livro de Alice Sant’Anna, Rabo de baleia. O mergulho na vida íntima, aqui, se constrói por meio dessa tensão entre o campo delimitado pelas paredes da vida privada e um desejo reiterado de expansão.


12h - Mesa 2 - As medidas da história
Paul Goldberger
Eduardo Souto de Moura


Mediação: Ángel Gurría-Quintana

O crítico Paul Goldberger, que renovou a escrita sobre arquitetura e urbanismo em seus textos para a revista The New Yorker, conversa com o arquiteto português Eduardo Souto de Moura, ganhador do prêmio Pritzker 2011, sobre a relação entre os espaços físicos em que vivemos e nossas experiências de tempo e memória. Como a arquitetura participa da construção das narrativas que definem a identidade de uma certa comunidade? De que maneira novos prédios podem se relacionar com a tradição do espaço em que se inserem? Essas são algumas perguntas em jogo nessa conversa sobre arquitetura e história.


14h30 - Mesa Zé Kleber: Culturas locais e globais
Marina de Mello e Souza
Gilberto Gil


Mediação: Alexandre Pimentel

Desde 2009, a Flip promove um evento especial para discutir a cidade e suas políticas públicas: a Mesa Zé Kleber. Batizada em homenagem ao poeta, músico e importante ativista paratiense, nesta 11ª edição da festa a mesa discute um original conceito criado em Paraty pelo poeta, cantor e compositor caiçara Luís Perequê: o Defeso Cultural. Pensado como forma de evitar que o turismo em cidades de vocação cultural tenha efeitos predatórios, a ideia do Defeso Cultural será discutida pela historiadora Marina de Mello e Souza e pelo músico e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil.

17h15 - Mesa 3 - Formas da derrota
José Luiz Passos
Paulo Scott


Mediação: João Gabriel de Lima

Com registros e universos temáticos muito distintos, os livros de José Luiz Passos e Paulo Scott se aproximam no entanto num interesse comum pela derrota, entendida aqui como um expediente crítico: uma forma de contar histórias que parece excluir já de saída a possibilidade de uma solução harmoniosa para os conflitos do enredo. O ponto de vista daquilo que não deu certo, do lado que saiu perdendo, se torna, nos livros de ambos, uma forma de fazer uma história a contrapelo da própria sociedade brasileira, explorando suas ruínas e fantasmas.


19h30 -    Mesa 4 - Olhando de novo para Guernica, de Picasso

T. J. Clark

Mediação: Paulo Sérgio Duarte

O crítico e historiador da arte inglês T. J. Clark se notabilizou pela capacidade de articular em seus livros análise formal minuciosa com estudos históricos de fôlego, renovando de maneira decisiva nossa compreensão de alguns dos principais representantes da arte moderna. Nesta palestra, baseada nas pesquisas feitas para seu próximo livro, ele discute em detalhes uma das obras-primas da arte moderna, Guernica, de Pablo Picasso, quadro em que a relação entre forma e história ganha um sentido dos mais dramáticos.


DIA 05/07/2013 - SEXTA-FEIRA

     
10h - Mesa 5 - Graciliano Ramos: ficha política
Randal Johnson
Sergio Miceli
Dênis de Moraes


Mediação: José Luiz Passos

Em meio aos conflitos políticos que definiram sua época, Graciliano Ramos tomou posição de maneira clara, mas não ortodoxa. A discussão sobre as relações entre as posições de Graciliano e sua produção literária reúne nesta mesa o biógrafo do escritor, Dênis de Moraes; o sociólogo Sergio Miceli, autor de estudos sobre o campo cultural e o poder em nosso país, como Intelectuais à brasileira; e o brasilianista Randal Johnson, que prepara um livro sobre o lugar de Graciliano na sociedade brasileira da primeira metade do século XX.


12h - Mesa 6 - O prazer do texto
Lila Azam Zanganeh
Francisco Bosco


Mediação: Cassiano Elek Machado

Se o valor da literatura é com frequência associado a uma dimensão moral ou pedagógica, ao aprimoramento ou ilustração do leitor, dois dos principais autores do século XX tentaram valorizá-la em função de sua potência erótica. Para o russo Vladimir Nabokov, a força da criação literária estava no que ele chamou de encantamento. Já o crítico francês Roland Barthes explorou, num de seus livros mais discutidos, uma célebre distinção entre textos de prazer e textos de gozo. A francesa Lila Azam Zanganeh e o brasileiro Francisco Bosco conversam sobre essas diferentes formas de fruição da leitura e da escrita literária.


15h - Mesa 7 - A vida moderna em Kafka e Baudelaire
Roberto Calasso
Jeanne-Marie Gagnebin


Mediação: Manuel da Costa Pinto

O italiano Roberto Calasso e a suíça radicada no Brasil Jeanne-Marie Gagnebin conversam nesta mesa sobre dois grandes escritores e
pensadores da era moderna que influenciaram o modo como ainda hoje nos referimos ao nosso tempo: o tcheco Franz Kafka e o francês Charles Baudelaire. Entre a crítica literária, a história e a filosofia, Calasso e Jeanne-Marie exploram os pontos de aproximação e contraste entre as parábolas e o gosto pelo absurdo kafkianos e as reflexões de Baudelaire sobre o belo, o cômico e o grotesco na era moderna.


17h15 - Mesa 8 - Ficção e confissão
Tobias Wolff
Juan Pablo Villalobos


Mediação: Ángel Gurría-Quintana

Um tema recorrente do autor homenageado este ano pela Flip, Graciliano Ramos, a relação entre experiência pessoal e criação literária dá o mote desse encontro entre dois grandes escritores contemporâneos: o americano Tobias Wolff, autor de premiados livros de contos, romances e memórias, e oi mexicano Juan Pablo Villalobos, que em 2010 escreveu seu primeiro romance, o elogiado Festa no Covil.
OBS: O norueguês Karl Ove Knausgård, cancelou sua participação na FLIP, sendo substituido por Juan pablo Villalobos. 

19h30 - Mesa 9 - Lendo Pessoa à beira-mar
Maria Bethânia
Cleonice Berardinelli


Cleonice Berardinelli é a mais importante estudiosa de Fernando Pessoa no Brasil e autora da segunda tese feita no mundo sobre o poeta português. Maria Bethânia tem integrado versos de Pessoa em seus espetáculos e discos há mais de quatro décadas, realizando leituras antológicas dos poemas do autor. As duas amigas, ambas condecoradas pelo governo português com a Ordem do Desassossego, se encontram para uma sessão de leitura, conversa e celebração em torno de um dos maiores escritores modernos.


21h30 -    Mesa 10 - Uma vida no cinema
Nelson Pereira dos Santos
Miúcha


Mediação: Claudiney Ferreira

Um dos maiores cineastas brasileiros, Nelson Pereira dos Santos, conversa sobre sua obra com sua amiga e colaboradora Miúcha, com destaque para suas antológicas adaptações para o cinema de livros de Graciliano Ramos, os filmes Vidas secas e Memórias do cárcere.


DIA 06/07/2013 - SÁBADO


10h - Mesa 11 - Maus hábitos
Nicolas Behr
Zuca Sardan

Mediação: Francisco Alvim

Num país em que a literatura tantas vezes reivindicou para si um papel cívico de interpretação do caráter nacional, às vezes passa despercebida uma outra tradição igualmente fecunda, mas interessada sobretudo em ironizar consensos e costumes por meio de uma forte verve satírica. O texto poético tem sido um espaço privilegiado desse tipo de escrita marcada pela invenção verbal e gráfica. Dois dos grandes satiristas brasileiros das últimas décadas, Zuca Sardan e Nicolas Behr, se encontram nesta mesa para falar sobre os seus, e nossos, maus hábitos.


12h - Mesa 12 - Encontro com Eduardo Coutinho

Mediação: Eduardo Escorel

Completando 80 anos em 2013, Eduardo Coutinho construiu nas últimas décadas uma obra que figura entre as mais importantes do cinema documentário mundial. Uma característica central de sua produção é a reflexão sobre as implicações éticas de seu trabalho, que tem desdobramentos na própria forma e estrutura de seus filmes. Nesta mesa, Coutinho revê os principais pontos de sua trajetória e discute suas ideias atuais sobre o documentário em conversa com o crítico e diretor Eduardo Escorel, montador de um de seus filmes mais importantes, Cabra marcado para morrer.


15h - Mesa 13 - O espelho da história
Aleksandar Hemon
Laurent Binet


Mediação: Ángel Gurría-Quintana

O bósnio radicano nos EUA Aleksandar Hemon e o francês Laurent Binet conversam sobre uma questão comum à obra de ambos: a reflexão sobre as implicações morais e os limites cognitivos da escrita do passado, e mais particularmente da transformação da história humana em matéria para a criação ficcional. Ao fazerem ficção sobre episódios históricos dramáticos, ambos colocam em discussão ao mesmo tempo sua própria atividade, desconstruindo ainda assim os modelos mais usuais de romance histórico.

17h15 - Mesa 14 - Os limites da prosa
John Banville
Lydia Davis


Mediação: Samuel Titan Jr.

Dois dos mais importantes escritores contemporâneos conversam sobre a possibilidade e o propósito da experimentação literária numa época em que se diz que todas as regras já foram transgredidas. Cada um à sua maneira, o irlandês John Banville e a americana Lydia Davis se distanciam nos seus livros de um certo realismo psicológico que se tornou padrão da ficção “de qualidade”no mundo literário de língua inglesa. Os dois conversam sobre esse ânimo de invenção e suas relações com a tradição moderna.


19h30 - Mesa 15 - Da arquibancada à passeata, espetáculo e utopia
T.J. Clark
Tales Ab'Saber
Vladimir Safatle

Mediação: Mario Sergio Conti

Os jogos da Copa das Confederações se tornaram pontos de atração das manifestações em diferentes cidades brasileiras, com protestos contra os gastos e acertos políticos envolvidos na realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Que comparações é possível traçar entre as multidões do lado de fora e de dentro dos estádios? As ideias tradicionais de esquerda dão conta de explicar os protestos ou precisamos de novos conceitos para entendê-los? Três importantes pensadores de esquerda discutem as aspirações da nova multidão.


DIA 07/07/2013 - DOMINGO
     
11h - Mesa 16 - Graciliano Ramos: políticas da escrita
Wander Melo Miranda
Lourival Holanda
Erwin Torralbo Gimenez


Mediação: José Luiz Passos

O ímpeto crítico que caracteriza a obra de Graciliano Ramos não se exprimiu apenas no universo temático de seus livros, mas também na própria forma da escrita. De Caetés a Memórias do Cárcere, a obra de Graciliano desenvolve uma das mais sofisticadas reflexões sobre as implicações políticas da escrita já desenvolvidas na literatura brasileira. Os críticos Wander Miranda, Lourival de Holanda e Erwin Torralbo Gimenez exploram as diferentes figuras, episódios e marcas de estilo de que Graciliano se utiliza em seus livros para pensar as relações entre linguagem, escrita e crítica social.


13h - Mesa 17 - Tragédias no microscópio
Daniel Galera
Jérôme Ferrari


Mediação: Noemi Jaffe

Dois jovens e premiados escritores, o brasileiro Daniel Galera e o francês Jérôme Ferrari conversam nesta mesa sobre seus livros mais recentes, Barba ensopada de sangue e O sermão sobre a queda de Roma. Com registros e cenários distintos, ambos os livros se aproximam, no entanto, numa inesperada atualização de temas ligados à tragédia clássica, como o conflito entre ação humana e predestinação. Combinando memórias de família com enredos passados em pequenas destinações turísticas, Galera e Ferrari se voltam sobre cenários idílicos apenas para revelar conflitos latentes sob sua aparente harmonia.


15h - Mesa 18 - Literatura e revolução
Tamim Al Barghoutti
Mamede Mustafa Jarouche


Mediação: Arthur Dapieve

Os protestos e revoluções que se sucederam nos últimos anos nos países árabes revelaram de maneira dramática não apenas um desejo urgente de mudança, mas uma conexão inesperada entre ação política e criação literária. No canto dos manifestantes em diferentes países do Norte da África e do Oriente Médio, versos de poetas tradicionais e contemporâneos davam expressão à oposição coletiva aos regimes autoritários. O palestino Tamim Al-Barghouti e o brasileiro Mamede Mustafa Jarouche discutem as relações entre arte e política na história e no presente do mundo árabe.


17h - Mesa 19 - A arte do ensaio
Geoff Dyer
John Jeremiah Sullivan


Mediação:
Paulo Roberto Pires

Entre a criação literária e a reflexão teórica, a escrita ensaística reivindica para si um espaço próprio, que não cabe em demarcações bem definidas. Essa combinação peculiar entre forma e pensamento fez com que o ensaio fosse objeto de reflexão de alguns dos mais importantes pensadores do século XX, do alemão Theodor W. Adorno ao francês Roland Barthes. Nesta mesa, o inglês Geoff Dyer e o americano John Jeremiah Sullivan, dois dos mais importantes ensaístas contemporâneos, conversam sobre seu ofício.


18h45 -    Mesa 20 - Livro de cabeceira

Mediação: Liz Calder

Convidados da Flip leem e comentam trechos de seus autores favoritos.




FONTE:www.flip.org.br
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