Golfinhos em Paraty
Como agir no caso de:
Baleia Minke
Família:
Balaenopteridae
Nome específico:
Balaenoptera acutorostrata ( Lacépède, 1804)
Nome comum:
baleia-minke, baleia-anã, minke whale
Distribuição:
Habita águas tropicais, temperadas e frias de todos os oceanos,
tanto em áreas costeiras como em oceânicas. Ocasionalmente, pode
penetrar em baías e estuários em águas de pouca profundidade. No verão,
alimenta-se próximo dos pólos, no inverno migra para regiões mais
quentes para se reproduzir e criar seus filhotes. Em algumas regiões,
entretanto, são conhecidas populações residentes durante todo o ano, que
não realizam mais do que pequenos deslocamentos. No Brasil, ocorre
desde o Rio Grande do Sul até o nordeste. No talude continental (entre a
extremidade da plataforma continental e os abismos oceânicos) da costa
nordeste brasileira existe uma área de concentração dessa espécie
durante seus períodos migratórios ( julho a dezembro).
Peso, medidas e características:
Corpo afilado, esguio e hidrodinâmico. A baleia-minke trata-se da
menor baleia existente dentro da ordem dos Misticetos. O comprimento
máximo dos machos é de 9,8m e das fêmeas é de 10,7m. O peso é de
aproximadamente 10 toneladas. Sua coloração é preta ou cinza-escura no
dorso e a região da barriga é branca. Pode existir uma mancha branca em
ambas as nadadeiras peitorais que são pequenas e pontudas. Alguns
adultos apresentam marcas claras no corpo, acima das nadadeiras
peitorais, em forma de "parêntesis". A nadadeira dorsal é alta e falcada
e localiza-se atrás do meio do dorso. Apresenta de 50 a 70 pregas
ventrais, que não chegam a se estender atrás do umbigo. A cabeça é
estreita e pontiaguda, com apenas uma quilha central. Possui de 105 a
415 pares de barbatanas que medem cerca de 30cm e são de coloração
branco-amarelada, cinza-escura ou preta. O borrifo é indefinido ou pouco
definido em forma de coluna e atinge cerca de 2m de altura. Existem 2
formas de baleias-minke no Hemisfério Sul que diferem de acordo com a
cor padrão, caracteres morfométricos e coloração das barbatanas: a forma
anã (de menor tamanho, com mancha branca) e a forma usual ("ordinary
form", de maior tamanho e sem a mancha branca). Ambas ocorrem no Brasil
sendo que a forma anã é mais comumente registrada que a forma usual,
possivelmente como conseqüência de sua distribuição mais costeira.
Evidências sugerem que indivíduos de ambas as formas podem ocorrer
simultaneamente em médias e baixas latitudes no Brasil.
Como nascem e quanto vivem:
A maturidade sexual é alcançada entre 7 e 8 anos de idade, quando
as fêmeas medem entre 7,3m e 7,9m e os machos entre 6,7m a 7m. A
gestação dura aproximadamente 10 meses. O filhote ao nascer pesam cerca
de 300Kg e mede 2,8m. A amamentação dura de 4 a 6 meses. O intervalo
médio entre as crias é de 2 anos. Pode viver pelo menos, 47 anos.
Comportamento e hábitos:
É encontrada sozinha, em duplas ou em pequenos grupos. Grandes
concentrações podem ocorrer nas áreas de alimentação. Ocasionalmente é
vista na companhia de outras baleias e golfinhos. Nada rapidamente e é
acrobata. Quando salta fora da água, em geral, mergulha de cabeça sem
provocar muito barulho. Raramente expõe a nadadeira caudal quando
mergulha. Aproxima-se de embarcações. As vocalizações incluem pulsos de
baixa freqüência, e estalos e cliques ultra-sônicos.
Alimentação:
Principalmente no verão, em águas frias. Alimenta-se de krill, copépodos, pequenos peixes que formam cardumes e lulas.
Identificação Individual:
A mancha branca quando presente na nadadeira peitoral varia de
largura e orientação de indivíduo para indivíduo. Manchas brancas
naturais no dorso e a forma, marcas e cicatrizes na nadadeira dorsal
podem ajudar a identificar distintos indivíduos.
Cativeiro:
Algumas baleias-minke já foram mantidas em cativeiro por períodos de 3 meses no Japão.
Inimigos Naturais:
Provavelmente as orcas (Orcinus orca).
Ameaças:
Atualmente, a baleia-minke sofre com a poluição dos mares, o
aumento do tráfego de embarcações e a captura acidental em redes de
pesca em toda a sua área de ocorrência. Enquanto a caça de baleias ainda
era permitida no Brasil, a estação baleeira Companhia de Pesca do
Brasil (COPESBRA), localizada em Costinha (Paraíba), explorou a
população de baleias-minke desde o início da década de 50 que se
concentra em águas oceânicas do nordeste. A caça foi proibida por Lei em
1987. Em todo o mundo, porém, somente após 1972 a baleia-minke passou a
ser capturada em grande escala pela indústria baleeira. Antes disso, a
exploração da espécie não era considerada interessante do ponto de vista
econômico, pois ainda havia espécies de maior tamanho disponíveis para a
caça comercial. Dessa maneira, após o declínio das populações das
grandes baleias, a baleia-minke começou a sofrer a exploração dos
grandes países baleeiros, com suas frotas de navios-fábrica. A moratória
da caça de baleias foi decretada em 1986, proibindo a caça comercial de
baleias no mundo. A moratória aparentemente chegou a tempo para a
baleia-minke, que embora tenha continuado a sofrer com a caça ilegal e
as capturas pretensamente científicas (atualmente realizadas pelo Japão,
Islândia e Noruega), ainda não é oficialmente considerada ameaçada. Por
outro lado, talvez seja essa a maior ameaça para as baleias-minke.
Encontra-se citada na categoria Dados Deficientes (IUCN, 1996).



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