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Durante quatro dias,
de 23 a 26 de agosto, Paraty realiza uma das maiores
festas dedicadas à aguardente no país.
O Festival da Pinga, em sua vigésima quinta edição,
celebra o produto que tornou a cidade famosa já em tempos coloniais,
despertando o ciúme da bagaceira lusitana.
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A aguardente de cana foi o primeiro produto
colonial brasileiro a desbancar similares europeus no mercado
internacional.
Quase tão antiga quanto o Brasil, a cachaça foi
uma conseqüência natural da implantação
da agroindústria do açúcar pelos colonizadores
portugueses.
Sua produção em Paraty, por diversas vezes proibida
em vão, foi de tal modo bem sucedida que
a cidade, já em 1600, exportava pinga para a Europa e chegou a ter, no final do século XVII, cerca de 160 engenhos de aguardente em pleno funcionamento. |
Sua utilização como escambo garantia a preeminência
brasileira no tráfico negreiro.
Hoje a cachaça é a bebida mais consumida no Brasil e
o terceiro destilado mais consumido no mundo.
Em Paraty existem atualmente sete engenhos
produzindo aguardente de excelente qualidade e de forma totalmente
artesanal.
Mais que uma real contribuição para a economia
do município, que hoje tem na industria do Turismo sua
principal fonte de recursos, a pinga significa muito para a comunidade paratiense. |
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As características inalteradas de seu processo artesanal de fabricação
representam o sentimento de perseverança, de reverência
ao tempo, de apego às tradições de um passado
de glória e, do mesmo modo, seu conteúdo libertador
remete à essência da vida caiçara, cujo despojamento
e sensualidade provocam um estado de embriaguez capaz de nos envolver
para sempre. |
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| Breve programação
do festival. |
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