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PARATY TURISMO
E ECOLOGIA

Casa da Cultura de Paraty
(13/06/2014)

Casa da Cultura de Paraty

Em uma só semana, três novas exposições
Em sua proposta de abertura à multiplicidade de linguagens artísticas, a Casa da Cultura de Paraty apresenta em suas salas de exposição uma programação que mescla tradição e contemporaneidade. Paraty Nocturne, João José - um artista paratiense, e Ensaio “For Duchamp” são as exposições inauguradas em junho, com fotografia e artes plásticas marcando a diversidade de linguagens na convivência cultural entre artistas da cidade e a estrangeira Vladimíra Cabanová, que se destaca por inaugurar a série de exposições temporárias dos artistas selecionados pela primeira convocatória realizada pela Casa.   
 
Paraty Nocturne, fotografias de Phelipe Paraense
paraense.jpgA primeira exposição do mês de junho foi inaugurada no dia 11 último, no Café da Casa - espaço expositivo reservado à fotografia. Com foco na beleza das noites paratienses, a mostra reúne dez fotos - todas em processo colorido - do jovem Phelipe Paraense, 25 anos, nascido em Belém e morando atualmente em Paraty, onde desenvolve um expressivo trabalho no campo da fotografia noturna.
São nove fotos em formato A3 (30,5 X 42cm), com moldura preta e sem passpatour, e uma impressa em adesivo/pvc , no formato 30,5 X 80 cm.
Professor de fotografia e produção gráfica, atualmente na Associação Cairuçu, em Paraty, Phelipe tem participado recentemente de inúmeras coletivas. Entre elas “Brasil Futebol Clube”, no Memorial Vale, em Belo Horizonte, MG; “Vá Mais Longe”, no Centro Cultural dos Correios, Rio de Janeiro, RJ; e “3 Olhares”, no espaço Retratos Brasileiros, em São José dos Campos, SP. Foi o quarto colocado no 1º Concurso Nacional de Fotografia dos Correios. Para esta sua individual na Casa da Cultura, ele selecionou fotografias emblemáticas de seu acervo, a maioria delas evidenciando fenômenos naturais e suas interações com o ambiente urbano da cidade de Paraty. 
Paraty Nocturne, até 13 de julho no Café da Casa.
 
Telas: João José - um artista paratiense
joao_jose_web.jpgCom cerca de 25 telas, inaugura hoje, 13 de junho, às 20 horas, na Sala Dona Geralda, a individual do artista paratiense João José da Silva. Sua obra retrata com capricho e singeleza os costumes e tradições da cidade ainda pacata, vividos por ele em sua infância e adolescência. Com curadoria de Lúcio Cruz e Renata Rosa, e montagem de Emanuel Gama, Lúcio Cruz e Renata Rosa.  
Bastante conhecido na cidade, João José é pai do também artista Jubileu, um dos criadores dos emblemáticos bonecos gigantes e das máscaras, figuras tradicionais nas festas paratienses. Foi o próprio filho Jubileu quem escreveu a biografia do pai João Jose, que segue aqui, como uma carinhosa explicação de sua obra.
“Nascido em Paraty em 1933, João José da Silva viveu, dos cinco aos dez anos, com sua numerosa família, no alto do Coriscão, no sítio estrategicamente situado na trilha que vai até Ubatumirim, por onde passava a linha dos telégrafos que seu pai, Benedito José,  na profissão de guarda-linha,  tinha a missão de conservar.Desse período traz recordações da vida rural, muito retratada em seus quadros: a lida na roça, a casa de farinha, as tropas, as folias do Divino, casebres de pau-a-pique, terreiros de criação, plantações  e o verde vibrante de nossas matas.
Com a volta da família para a cidade, ainda criança,  ele reencontrou os costumes daquela vida antiga, as brincadeiras, as figuras típicas, o casario, as festas religiosas, os afazeres da vida no mar, o folclore e os personagens do dia-a-dia que ainda circulam em nossas ruas, como os mascarados do carnaval, cuja técnica de papel machê, junto com o irmão Natalino, dominava muito bem, passando esse legado a seus filhos e netos.
Na juventude dedicou-se várias vezes às encenações teatrais da Semana Santa, quando preparava cenários e objetos de cena. Mais tarde usou essa experiência para colaborar com as peças de Themilton Tavares.  Muitas dessas cenas da Paixão foram representadas em seus quadros. No início com as próprias tintas que usava em seu ofício de pintor de paredes e pedreiro, mais tarde com tintas adequadas que, como incentivo ao seu talento, recebia como presente de artistas plásticos já consagrados, que vinham retratar nosso rico conjunto arquitetônico e cultural, como Djanira e Takaoka.
Seu maior período de criação veio junto com a “invasão” experimentada em Paraty, com o tombamento e reconhecimento como monumento cultural e turístico, nas décadas de 1960 /70. Período em que o mundo todo pregava o lema “faça amor não faça a guerra” e o Brasil vivia os anos de chumbo da ditadura. Paraty, como um doce refúgio paradisíaco, atraiu para cá muitos hippies, artistas, intelectuais, cineastas e suas produções. Período de intenso movimento artístico-cultural na paisagem colonial, no bar do Abel e no Valhacouto, de José Kleber. 
João José, como muitos outros paratienses, viveu intensamente esse período, em que foi reconhecido e que engrandece nossa cultura até os dias de hoje.”
João José - Um artista paratiense , até 20 de julho na Sala Dona Geralda. 
 
For Duchamp, ensaio fotográfico de Vladimíra Cabanová
OBRA-VLADIMIRA-web-ok.jpgAbrindo a temporada das exposições de artistas selecionados pela primeira convocatória realizada pela Casa da Cultura de Paraty, será inaugurada amanhã, sábado, 14 de junho, a mostra de fotografias For Duchamp, ensaio dedicado ao mestre Marcel Duchamp, que inspirou a artista Vladimíra Cabanová desde sua época de faculdade.
Com seis fotos no tamanho 30 X40, a artista ressalta as pinturas de Duchamp, em especial sua obra Nu descendo escada, que mostra todas as fases do movimento em uma única imagem. A obra lhe serviu de ponto de partida para realizar esse ensaio fotográfico, para o qual usou a longa exposição na captura do movimento de uma dançarina preparando-se para seu espetáculo.
Vladimíra Cabanova é eslovaca, professora de arte e ética,  formada em design de interiores. Vive em Lavras, MG, e desde 2009 participa de projetos no Brasil e exterior, em especial na Eslováquia, atuando nas áreas de ilustração, figurino e fotografia. Participou de coletivas em 2012 e 2013, ano que fez a individual Boys, na ação Novembro Azul, no espaço do Sesc Lavras. Com larga experiência profissional, atuou em inúmeros projetos de intercâmbio no Brasil e no exterior, em áreas multidisciplinares com foco na educação.
Ensaio “For Duchamp”, até 20 de julho na Sala Samnuel Costa.



A primeira convocatória da Casa da Cultura de Paraty

RETRATO-vladimira-web.jpgPela primeira vez na história da Casa foi realizado um chamado em âmbito nacional, visando selecionar artistas para a temporada anual de suas exposições temporárias. Foram recebidos 24 trabalhos de artistas de vários cidades brasileiras, entre pintura, escultura, fotografia e instalações. Uma comissão de cinco pareceristas, todos da área artística e cultural de Paraty, trabalhou na avaliação e seleção das obras.
A artista Vladimíra Cabanová é a primeira entre os quatro artistas selecionados a integrar a agenda das exposições temporárias de 2014. Os demais, por ordem de apresentação nos espaços da Casa são Cristina Suzuki, Santro André, SP; Manuela Costa Lima, de São Paulo, SP; e Guilherme Callegari, de Santo André, SP.
  
Para a superintendente Gabriela Gibrail, essa iniciativa é de grande importância na trajetória cultural e artística da Casa da Cultura de Paraty: “O objetivo é democratizar ao artista brasileiro, de norte a sul do País, o acesso a esse espaço vital na vida cultural de Paraty. A Casa está empenhada em trabalhar com transparência e quer ampliar as chances de revelar ao público paratiense, moradores e turistas, as diferentes linguagens que estão norteando a produção contemporânea brasileira das artes visuais em todas as suas modalidades.”


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