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E ECOLOGIA

Mesa Zé Kleber discute urbanismo e prevenção de violência
(31/07/2014)

Mesa Zé Kleber discute urbanismo e prevenção de violência

Paula Miraglia, Jailson de Souza e Silva e Rene Uren
A tradicional mesa Zé Kleber bota, neste ano, o dedo na ferida ao tratar da violência urbana. O debate contou com a presença de Paula Miraglia, Jailson de Souza e Silva e da sul-africana Rene Uren, além da mediação de Guilherme Wisnik. A dinâmica constou de breve introdução ao tema feito pelos 3 debatedores, com posterior discussão e perguntas do público.

Paula Miraglia começou sua fala destacando que, embora tenhamos um grau de violência altíssimo no Brasil, vivemos também uma anestesia que se deve à desigualdade das vítimas. A questão também se deve à forma como as cidades são pensadas.

Jailson pontua que a violência é sempre vista como algo executado pelo outro. Nós nos vemos sempre como vítimas. Enquanto não assumirmos nossa responsabilidade individual, nada mudará. A gente pensa no direito de ir e vir , de se promover o encontro das diferenças, mas na verdade e gente sempre se relaciona só com os iguais.

René contextualizou a vida no bairro em que ela atua na Áfrc do Sul: foi um bairro criado a partir da política do Apartheid onde as pessoas não-brancas foram levadas para um local, onde ganharam suas casas de 20-25 m2 onde moram até 8 pessoas, com banheiros externos compartilhados entre 2 casas, com coleta de lixo a cada 15 dias, enfim... sem qualquer tipo de serviço. Este bairro foi planejado para 3000 pessoas e hoje abriga 30.000. Ela distingue as palavras inglesas security (mais ligada à repressão policial) e safety (que é mais ampla, envolvendo a sensação de segurança, as políticas sociais, educação, etc). Ela distingue também as palavras crime e violência. A violência nem sempre é criminosa e o crime nem sempre é violento.

No debate, Paula propõe uma discussão no campo do urbanismo, na forma como as cidades estão sendo concebidas. Jailson destaca que a forma de combater a violência é também determinante da própria violência. Infelizmente os soldados que chegam às UPPs querem ser um Capitão Nascimento e não um Guarda Belo. René relata algumas experiências que se mostraram positivas: promoção do diálogo dentro da própria comunidade (ela conta que a violência, os roubos, mortes acontecem dentro da própria comunidade). Outra experiência é o patrulhamento nas ruas feito por grupos de mulheres.

Paula destaca a importância de discutir 3 grandes empreendimentos que estão acontecendo no Brasil, com grande impacto na violência das cidades: Belo Monte, Minha Casa Minha Vida e Pré-Sal. Este último atinge diretamente Paraty. Jailson falou das decisões polícas como gastar milhões em um teleférico ao invés de resolver o esgoto a comunidade.

René concorda que os orçamentos devem ser mudados e conta que educação, políticas sociais tem orçamento baixos, assim como aqui no Brasil. Ela propõe uma mudança de linguagem, já que decidir construir 5000 casas é algo fácil, mas construir 5000 lares é bem diferente.

Paula finaliza dizendo que as cidades não podem ser pensadas como negócio, em função do lucro que vão gerar. Jailson mostra que só com o encontro entre a eduação e cultura é que acontece a real mudança na vida das pessoas. René propõe que, para saber o que fazer é só fazer o exercício onde nos perguntamos: como tornar nosso local violento? Aí a gente encontra as respostas para revertar esta situção. 

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