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PARATY TURISMO
E ECOLOGIA

MESTRES DO MAR: A ARTE CAIÇARA DE VIVER NA TERRA E NO MAR
(27/09/2014)

MESTRES DO MAR: A ARTE CAIÇARA DE VIVER NA TERRA E NO MAR

Conheça os mestres canoeiros, pescadores, homens do mar, homenageados do Paraty Eco Festival
Os homenageados do Paraty Eco Festival 2014 são os pescadores a quem chamamos, com deferência, de “mestres”: homens nascidos e crescidos neste litoral, que vivem entre a mata e o mar, dali tirando sustento com o respeito que mãe natureza merece. Muitos se dedicam também a manter viva sua cultura caiçara, a ensinar aos visitantes o cuidado e a convivência harmoniosa com o meio-ambiente, pelo qual lutam quando preciso - seja para preservar a natureza, o seu direito à terra que habitam há muitas gerações, a dignidade da comunidade em que estão inseridos. São também pedreiros, agricultores, marceneiros, carpinteiros e surpreendem por suas habilidades artísticas em áreas inesperadas, como a música e o desenho.

Durante nossa conversa, Seu Ditinho diz, com orgulho: “Fiz 360 canos novas” e então sobe no tablado armando na praça da Matriz para comemorar o Dia do Folclore: toca viola e canta ciranda até de noite, para animar a roda. Almir Tã, da ilha do Araújo, ao final da entrevista, pega a caneta Bic da repórter e, com ela mesma, rapidinho, desenha peixes, canoas, tartaruga, barco, atendendo ao pedido do designer Renato Imbroisi: que fizesse alguns desenhos para serem bordados. E há outros mestres que também que gostam e sabem desenhar, esculpir a madeira, cantar, tocar…

Estas e muitas outras histórias e relatos destes admiráveis mestres do mar serão contadas aos poucos, aqui neste blog, e, em especial, na Exposição Raízes, aberta dia 16 de outubro na Casa de Cultura, no evento Paraty Eco Festival. Neste mesmo dia, todos eles estarão na palestra de abertura.

Os Mestres do Mar que vão participar:

ta.jpgMestre Almir Tã (Almir dos Remédios) nasceu e vive até hoje na Ilha do Araújo, onde atua na preservação ambiental e cultural. Tem três filhos, 57 anos, é artesão, escritor e pescador, e dá aulas de artesanato para crianças. Já trabalhou também como agricultor mas o que gosta mesmo de fazer é pescar. Conta que sua maior alegria foi ser reconhecido como detentor de notório saber pela Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro
 





altamiro.jpg
Mestre Altamiro dos Santos, nascido na praia Grande da Cajaíba, onde vive há 60 aos, é pai de nove filhos. Além de pescador, trabalha na roça, em casa de farinha, plantação de café, engenho de cana-de-açúcar, faz esteiras de taboa, já fez casa de estuque. O que mais gosta na vida é “viver no meu paraíso” e comer o que planta. Seu sonho: ter luz elétrica em sua comunidade.

 



albino.jpgMestre Antônio José Albino vive no lugar em que nasceu, a Ponta do Sono, há 84 anos e ainda pesca e faz rede de pescar. Já trabalhou na lavoura e na construção da estrada Rio-Santos, mas hoje, o que gosta mesmo de fazer ainda é pescar e tomar conta de seu camping. Sua maior alegria é ver os 9 filhos e os netos felizes e sonha com uma estrada que ligue sua comunidade a Paraty, além de atendimento médico mais próximo.
 





dirceu.jpgMestre Dirceu João Atilino, chamado Comendador da Pesca, mora na ilha das Cobras, mas cresceu em Provetá, na Ilha Grande. Pai de três filhos, aos 75 anos, ainda trabalha na Secretaria de Agricultura e Pesca de Paraty, conta que já foi cozinheiro, pedreiro e pescador e que agora sonha em ter seu barco reformado e casa própria, além de educação, segurança e respeito para a praia do Sono, onde vive.
 





ditinho.jpgMestre Ditinho (Benedito Ricardo de Jesus), nasceu em Itucupê, Jurumirim, e vive na Ilha das Cobras há 40 anos, com a esposa, Dona Maria, com quem tem oito filhos. Aposentado do ofício de pescador profissional, aos 77 anos, conta que trabalhou também como lavrador, carpinteiro e ainda é músico: faz parte do grupo de ciranda 7 Unidos, formado por familiares, onde canta e toca violão, uma das atividades de que mais gosta. Sonha em ter saúde, felicidade, uma casa nova e, para o lugar onde vive, saúde e educação para todos.
 



domingos.jpgMestre Domingos José Costa, nascido na praia da Ponta Negra, onde vive há 74 anos. É pescador, trabalha na roça e também já fez casa de estuque. Trabalhando como pescador e na roça. Pai de 11 filhos, gosta muito de fazer rede de pescar e balaio de cipó, e também de comer ovas de tainha. Gostaria muito que a energia elétrica chegasse à Ponta Negra, que houvesse educação em justiça no Brasil. E agradece a seus pais a educação “de antigamente que eles me deram”.


 


maneco.jpgMestre Maneco (Manoel dos Remédios) tem72 anos, 13 filhos, nasceu na praia de Martim de Sá, e conta que sua família está naquelas terras há seis gerações. É pescador, tem um camping e o cuidado de mostrar aos visitantes a forma de viver e a cultura de sua comunidade, com total respeito à natureza. O que mais deseja para o local onde vive é que a comunidade possa continuar ali do jeito que está.

 




pedro.jpgMestre Pedro José de Bulhões Netto nasceu na praia de Tarituba e vive lá há 77 anos, praticando seu ofício de pescador, e também trabalhando como pedreiro, marceneiro e carpinteiro, fazendo canoas e barcos. Gosta de tudo o que faz, diz que só faz o que gosta e que seu maior prazer é estar com os três filhos e os netos. Para a comunidade em que vive, deseja paz e harmonia.

 




ticote.jpgMestre Ticote (Francisco Xavier Sobrinho), nascido no Pouso da Cajaíba, onde sua família vive há 6 gerações, pai de três filhos. Pescador profissional, trabalha também no Instituto de Permacultura Caiçara, voltado à sustentabilidade, uma de suas atividades preferidas, junto com o trabalho em turismo e maricultura e também “ter liberdade de me expressar”. Seu sonho é ver sua comunidade organizada, com todos os seus direitos e dignidade, luz elétrica para todos e educação diferenciada.






FONTE: www.paratyecofashion.com.br
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