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PARATY TURISMO
E ECOLOGIA

Casa da Cultura de Paraty
(15/12/2016)

Casa da Cultura de Paraty

Quinta, dia 15/12 abertura de 4 exposições novas. De 15/12/2016 a 19/02/2017
Na próxima Quinta, dia 15/12/2016,  a Casa da Cultura de Paraty abrirá três novas exposições nas salas expositivas e mais uma no Café Cultural. Serão as últimas exposições de 2016 na Casa. Venha prestigiar!

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MARCENARIA

Salão Nobre

A arte de trabalhar a madeira para transformá-la em utensílios e móveis surgiu nos primórdios da humanidade e evolui ao longo dos séculos transformando-se em obra de arte.

Assim surgem as estátuas de divindades, santos e heróis e a talha em madeira dos palácios, igrejas e mansões, que nos encantam até hoje. São arcas, camas, mesas, cadeiras, cômodas, armários e estantes que, complementando a moradia, embelezam e dão conforto.

Trazida pelos portugueses, a carpintaria e marcenaria aqui se desenvolveram, adquirindo novas formas, podemos até dizer, tropicais.

Em Paraty estas artes, transmitidas por antigos artífices às novas gerações, permanece viva, seja nas construções, seja no mobiliário doméstico ou na construção naval a se perpetuar em novas formas e usos. Há que se ressaltar a capacidade e competência de nossos marceneiros e carpinteiros na criação, reprodução e execução de mobiliário utilizando-se ainda de madeira bruta e de qualidade tais como a Maracatiara, o Jacarandá, a canela preta e parda, o Gonçalo Alves, o Araribá, o louro e o cedro, entre outras.

Nossa história registra no ano de 1882 uma oficina de carpinteiro de João Cândido de Barros Miranda e em 1908 oito marceneiros/carpinteiros: Gustavo B. de Souza, Paulino Ribeiro de Souza, Ignácio During, Luiz Guilherme de Miranda, Benedito G. de Miranda, Pedro J. Antonio de Oliveira, Manoel L. L. dos Santos e Manoel João da Paschoa que, necessariamente, transmitiram seus conhecimentos e técnicas aos atuais mestres. Dentre estes destacamos Aberto Manzo, Geraldo Gama, Jerônimo Godoy, José da Chica, Manoel Gama, José Neredio Alves da Cruz e Waldir da Conceição Mello.
Aqui hoje apresentam- se móveis confeccionados por esta nova geração.

Diuner Mello

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O
RATÓRIOS: A RELIGIOSIDADE E A MODERNIDADE -  Emanuel Gama.
Sala Dona Geralda

Os antigos romanos tinham em suas casas pequenos altares ou nichos em que ficavam os Penates, divindade protetora da família e do lar. Este costume, absorvidos pelos cristãos, foi trazido pelos portugueses para o Brasil, com a função de abrigar os santos protetores da família e de sua devoção particular.
Em Paraty todas as moradias tinham o seu Oratório com seus santos protetores, em lugar de destaque, seja na sala sobre um console ou cômoda, e até mesmo em pequenas alcovas, chamado de “Quarto do Santo”. Conforme o poderio financeiro de seu proprietário eles eram de madeira nobre, ricamente pintados e dourados em seu interior e portas, ou simples e rústicos. Diante dele faziam suas orações em família ou sozinhos. Ainda hoje em Paraty permanece esta tradição.
Emanuel Gama, de raízes genuinamente paratiense, nesta exposição faz uma releitura destes oratórios, mantendo suas funções originais e adornando seu interior com elementos decorativos os mais diversos, dando-lhes uma beleza ímpar e moderna. São oratórios, saídos de sua fértil imaginação e criatividade, cheio de novidades que não lhes desfigura a função original e sim lhes acrescenta nova visão, beleza e funcionalidade.

Diuner Mello


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DRAGÃO - Um homem da Natureza - Averaldo Carneiro.

Sala Samuel Costa

Nascido no interior da Bahia, filho de trabalhadores rurais e o mais velho de doze irmãos, Averaldo Carneiro de Araújo demonstrou, desde cedo, grande interesse pelas artes plásticas. Com 10 anos, Averaldo começou a esculpir na madeira orientado por seu padrinho. E aos 20, adotou o pseudônimo de Dragão e decidiu deixar tudo de lado para se dedicar apenas a sua arte, trabalhando com madeira e começando a esculpir em pedra sabão. Costuma dizer que vai andando e quando vê uma pedra nela já enxerga uma escultura. Pois dentro de cada pedra tem escondida uma imagem, pronta para ser revelada. Durante 42 anos de carreira artística transitou por diversos estilos, desde o clássico, até os modernos surrealismo e cubismo e por uma infinidade de pedras como mármore, cristal, pedra-ferro, dolomita entre muitas outras. Em todas as cidades do Brasil pelas quais passou deixou diversos alunos, para os quais ensinou sua arte e diversas esculturas em lugares inusitados, galerias a céu aberto como ele gosta de chamar, esculturas que não são para ninguém e ao mesmo tempo, são para todos que passarem por aqueles lugares.

Juan Pablo Carneiro


FILHO TEU - Gui Sena
Café Cultural

Gui Sena viveu uma infância feliz, na beira do mar recriando em suas brincadeiras o cotidiano de seus pais. Brincava de remar, pescar e de ser caiçara. Quando adulto, passou a contemplar o valor da simplicidade, guiado pela beleza dos lugares não óbvios e pela poesia do acaso.

A exposição Filho Teu apresenta fotografias únicas que mostram o real espírito brasileiro, de viver e brilhar sob as adversidades do cotidiano caótico da sociedade. Quando a ingenuidade desconhece ou supera o mau, uma simples brincadeira vira arma na luta pela sobrevivência.


Toda programação da Casa da Cultura de Paraty é gratuita.


Casa da Cultura de Paraty
Rua Dona Geralda, 177 | Centro Histórico
Terça a domingo, 10h às 19h
Informações: (24) 3371-2325
http://www.casadaculturaparaty.org.br


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